A Copel (Companhia Paranaense de Energia) registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2024, o primeiro ano após a privatização. O resultado representa um crescimento de 20,3% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro do quarto trimestre caiu 39% na comparação com o mesmo período de 2023, influenciado por fatores não recorrentes.
O presidente da Copel, Daniel Slaviero, atribuiu o bom desempenho anual à eficiência operacional, otimização de ativos e criação de valor para acionistas e clientes. Ele destacou ainda que a mudança para o modelo de corporação sem controlador definido, semelhante ao adotado pela Eletrobras, foi fundamental para a nova fase da companhia. “A Copel está mostrando que uma empresa privatizada gera muito mais valor para seus clientes, acionistas, colaboradores e para a sociedade de maneira geral”, afirmou ao Poder360.
Receita e EBITDA
A receita operacional líquida da Copel atingiu R$ 6,019 bilhões no quarto trimestre, um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, o faturamento chegou a R$ 22,651 bilhões, alta de 5,5%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do trimestre foi de R$ 1,298 bilhão, queda de 15,7% na comparação anual. No ano, o Ebitda somou R$ 5,529 bilhões, avançando 8,9%. A margem Ebitda ajustada do trimestre caiu 5 pontos percentuais, para 20,9%. No acumulado do ano, houve redução de 2,9 p.p., chegando a 22,5%.
Dividendos
O Conselho de Administração da Copel propôs o pagamento de R$ 1,250 bilhão em dividendos adicionais, que serão deliberados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 24 de abril. Caso aprovados, os pagamentos ocorrerão até junho de 2025.
Consumo e tarifas
O consumo de energia na área de concessão da Copel aumentou 4,7% no quarto trimestre, alcançando 8,814 gigawatts-hora (GWh).
A tarifa média de fornecimento e disponibilidade caiu 4% em relação ao ano anterior, ficando em R$ 594,01 por megawatt-hora (MWh). Já a tarifa média de compra subiu 2,6%, para R$ 219,68 por MWh, e a de suprimento teve alta de 9,9%, atingindo R$ 261,76 por MWh.
Dívida e alavancagem
A dívida líquida da companhia fechou o quarto trimestre em R$ 13,157 bilhões, um aumento de 47,46% frente ao mesmo período de 2023. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,6 vezes. A dívida consolidada alcançou R$ 17,753 bilhões, alta de 18,7%.
