COP30: PF revela esquema de corrupção com envolvimento de deputado - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

COP30: PF revela esquema de corrupção com envolvimento de deputado

Deputado Antônio Doido é suspeito de desviar recursos da COP30

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Por Redação

No dia 4 de outubro de 2024, uma denúncia anônima levou a Polícia Federal (PF) a apreender R$ 5 milhões em espécie com um policial militar em Castanhal (PA). A prisão do PM, Francisco Galhardo, desvendou uma complexa rede de corrupção, que envolvia licitações milionárias do governo do Pará para a COP30 e o uso de empresas ligadas ao deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).

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As investigações, baseadas no celular de Galhardo, revelaram um esquema onde o PM, que também trabalhava para o deputado, sacou quase R$ 49 milhões de duas construtoras vinculadas a Doido. Essas empresas, por sua vez, venceram licitações da COP30, e as mensagens no aparelho indicaram um possível suborno ao secretário de Obras do estado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) suspeita que as empresas abastecem um esquema de desvio de verbas públicas, conforme divulgado pelo Portal Metrópoles.

Diálogos no celular de Galhardo com o secretário de Obras do Pará, Ruy Cabral, levantaram suspeitas de corrupção na licitação da COP30. Conversas cifradas, trocadas no mesmo dia em que o consórcio venceu o certame e Galhardo sacou R$ 6 milhões, sugerem um encontro para a entrega de dinheiro de propina.

Em fevereiro de 2025, a PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o deputado Antonio Doido, sua esposa, o PM Francisco Galhardo e o secretário Ruy Cabral. A PGR acusa a existência de uma organização criminosa para fraudar licitações e contratos no Pará.

Em janeiro, o governo do Pará cancelou a licitação, alegando que o processo de licitação “foi formalmente revogado”. No entanto, a PGR aponta que o cancelamento se deu após a prisão do PM e a divulgação de notícias sobre as irregularidades.

O governo do Pará negou envolvimento do secretário Ruy Cabral, afirmando que ele não participou de reuniões com o PM, nem recebeu valores. O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do STF, e a PF segue a investigação

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