Coordenador do Prerrô quer acionar STF após rejeição de Messias
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

Coordenador do Prerrô quer acionar STF após rejeição de Messias

Alcolumbre entra no alvo de juristas lulistas após rejeição no Senado

Coordenador do Prerrô quer acionar STF após rejeição de Messias
Foto: Divulgação

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Por Redação

O coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou nesta manhã (30) que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias à Corte. A declaração foi feita ao site Metrópoles.

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De acordo com o advogado lulista, um grupo de juristas e dirigentes partidários está sendo mobilizado para “avaliar a conduta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a tramitação da indicação.

Carvalho, que lidera um grupo de juristas críticos à Lava Jato e é próximo de Messias e de Lula, sustenta que pode ter havido “desvio de finalidade” de Alcolumbre na condução do processo.

“Estamos reunindo um grupo de juristas para avaliar a conduta do Alcolumbre. Ele funciona como uma espécie de juiz. (…) Ele não deu ao sabatinado condições para que pudesse enfrentar a sabatina. Há um desvio de finalidade dele na condução do processo”, afirmou ao site.

De acordo com Marco Aurélio, o grupo deve apresentar alternativas a Lula, que decidirá se levará o caso ao Supremo. Carvalho também defendeu a manutenção do nome de Messias.

“O Senado tem o direito de rejeitar quem quer que seja. O que não dá é para reverter papéis e tentar capturar a importante prerrogativa do presidente da República de indicar ministro do Supremo. Eles já capturaram a execução orçamentária, a indicação para as agências reguladoras…”, disse.

Segundo o advogado do Prerrô, o objetivo de eventual ação no Supremo não seria reverter o resultado da votação, mas delimitar as competências entre os Poderes. “Ninguém pretende obrigar o Senado a indicar quem quer que seja. O Senado tem direito de analisar. Queremos entender quais são os limites de um Poder e de outro”, afirmou Carvalho.

Para o lulista, o papel do Senado deveria se restringir à verificação dos requisitos constitucionais do indicado: “Uma vez preenchidos, a competência é vinculada. O Senado tinha obrigação de confirmar a indicação”, avaliou Marco Aurélio.

Coordenador do Prerrô quer acionar STF após rejeição de Messias
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