Contrato do Master com banco Pleno cita gestora investigada por elo com PCC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Contrato do Master com banco Pleno cita gestora investigada por elo com PCC

Documento da compra do antigo Voiter aponta a Reag como agente fiduciária

Contrato do Master com banco Pleno cita gestora investigada por elo com PCC
Contrato do Master com banco Pleno cita gestora investigada por elo com PCC. Foto: Reprodução

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Por Redação

O contrato de compra do banco Voiter, posteriormente rebatizado como banco Pleno, pelo Banco Master inclui a Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários como agente fiduciária da operação, segundo contrato no qual o Metrópoles teve acesso. À época da negociação, em 2023, a gestora já era investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em operações de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

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A Reag aparece na investigação da Operação Cassiopeia, deflagrada em março de 2023. A apuração teve como alvo as empresas Copape e Aster, suspeitas de lavar dinheiro para o PCC. As companhias seriam controladas pelos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Ambos são considerados foragidos.

Na ocasião, o promotor Alexandre de Andrade Pereira, do Núcleo de Piracicaba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia contra integrantes do núcleo investigado e abriu novo procedimento para apurar a atuação da Reag. Procurada, a gestora não se manifestou.

O contrato da compra do banco Voiter foi encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento está em posse da CPMI do INSS. Vorcaro foi preso na quarta-feira (4), durante nova fase da Operação Compliance Zero.

O documento é datado de dezembro de 2023 e detalha as condições de compra da instituição financeira do então controlador do Voiter, Roberto de Rezende Barbosa. A operação foi concluída no ano seguinte e inclui cláusula de confidencialidade com duração de cinco anos.

O banco Voiter era controlado pela NK031 Empreendimentos e Participações S.A., que tinha capital social de R$ 765,2 milhões, e foi adquirido pelo Banco Master.

Entre as cláusulas do contrato, há previsão de que o vendedor, Rezende Barbosa, invista R$ 400 milhões em debêntures emitidas pela Banvox Holding Financeira S.A. Os recursos seriam destinados à capitalização do Master.

As debêntures rendem 115% da Taxa DI ao ano, com prazo de quatro anos e amortização do saldo em quatro parcelas anuais de 25%.

Segundo o documento, a Reag atua como agente fiduciária dessas debêntures. Nessa função, a empresa acompanha as informações prestadas pela Banvox e representa os interesses do debenturista.

O banco Pleno, novo nome do Voiter, foi liquidado pelo Banco Central em fevereiro deste ano. Já a liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em novembro do ano passado.

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