Congo registra 896 casos de ebola e 232 mortes em novo surto da doença
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
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Congo registra 896 casos de ebola e 232 mortes em novo surto da doença

Autoridades alertam para avanço da transmissão comunitária no país; surto é provocado pela rara variante Bundibugyo

Ebola Congo
Foto: Gradel Muyisa Mumbere/Reuters

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Por Redação

O número de casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo chegou a 896, segundo atualização divulgada pelo governo nesta quinta-feira (18). O balanço também aponta 232 mortes desde o início do surto, indicando avanço da doença no país africano.

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Na comparação com o levantamento anterior, que registrava 782 casos e 178 óbitos, houve aumento tanto no número de infecções quanto no de mortes. Autoridades de saúde alertam que a transmissão comunitária segue ativa e que há risco de expansão para novas regiões caso as medidas de contenção não sejam reforçadas.

O atual surto é causado pela variante Bundibugyo do vírus ebola, considerada rara e sem vacinas ou tratamentos específicos aprovados. Segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC África), a epidemia pode ter permanecido semanas sem detecção, o que atrasou a resposta das autoridades e dificultou o rastreamento de contatos.

Além da ausência de imunização específica, o combate à doença enfrenta obstáculos operacionais. Entre eles estão resistência de parte da população à realização de testes, dificuldades no rastreamento de contatos de casos suspeitos, limitação de leitos em centros de tratamento e falta de insumos básicos em regiões afetadas, especialmente no leste do país. Há ainda um déficit de financiamento estimado em mais de US$ 20 milhões.

Diante do avanço da crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano emergencial de seis meses, avaliado em centenas de milhões de dólares, com o objetivo de fortalecer a resposta sanitária, ampliar recursos e conter a disseminação do vírus.

O ebola é uma doença grave transmitida pelo contato direto com fluidos corporais, podendo causar febre hemorrágica e alta taxa de letalidade. O continente africano já enfrentou outras epidemias da doença nas últimas décadas, algumas com milhares de mortes.

As autoridades congolesas afirmam que seguem monitorando a situação e reforçando medidas de vigilância epidemiológica, enquanto organizações internacionais alertam que os números reais podem ser ainda maiores do que os oficialmente registrados.

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