Conflito no Oriente Médio deve adiar visita de Lula aos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Conflito no Oriente Médio deve adiar visita de Lula aos EUA

Auxiliares afirmam que viagem a Washington pode ficar para o fim de março ou abril

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Por Redação

Integrantes do governo já consideram como provável o adiamento da visita de Estado do presidente Lula a Washington, diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

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Três assessores próximos ao presidente afirmaram para a Globo que a viagem deve ser remarcada para “dias ou semanas” à frente. Segundo auxiliares do Planalto e do Itamaraty, não havia data oficialmente definida, mas a articulação trabalhava com o mês de março.

Agora, a avaliação interna é de que a visita pode ocorrer apenas no fim de março ou ficar para abril, a depender da evolução do cenário no Oriente Médio.

Os Estados Unidos também não haviam formalizado uma data. O presidente Donald Trump, em conversa anterior com Lula, mencionou a possibilidade de uma visita de Estado à capital americana.

No sábado (28), após os primeiros ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o governo brasileiro divulgou duas notas nas quais condenou a ação militar e defendeu o respeito ao direito internacional em meio a negociações diplomáticas.

Apesar do posicionamento oficial, auxiliares do presidente afirmam que o canal direto entre Lula e Trump permanece aberto e que o diálogo bilateral não foi interrompido.

Escalada militar

O conflito teve início no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã. Os governos justificaram a ação como necessária para neutralizar o programa nuclear iraniano e responder a ameaças atribuídas ao regime.

Em retaliação, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Oriente Médio.

Os bombardeios atingiram a cúpula do regime iraniano. O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Também morreram o chefe do Estado-Maior e o ministro da Defesa.

A escalada elevou a tensão regional, levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e provocou centenas de mortes no Irã, além de novos ataques em diferentes países do Oriente Médio.

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