Comissão do Senado que investigará Master já tem plano de trabalho
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Comissão do Senado que investigará Master já tem plano de trabalho

Comissão mira documentos sigilosos e audiências para esclarecer colapso do banco e suas consequências

CPI
CAE. Foto: Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Senado Federal iniciou nesta quarta-feira (4) os trabalhos de uma subcomissão destinada a acompanhar as investigações sobre o colapso do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.

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O plano foi apresentado pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros (MDB-AL), que destacou a importância de apurar de forma detalhada todas as irregularidades e responsabilidades envolvidas no caso.

O grupo é composto por 16 senadores, sendo 12 titulares e quatro suplentes. Entre os titulares estão Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Humberto Costa (PT-PE), Izalci Lucas (PL-DF), Leila Barros (PDT-DF), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Como suplentes, integram a subcomissão Eliziane Gama (PSD-MA), Fernando Dueire (MDB-PE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Nelsinho Trad (PSD-MS).

De acordo com Calheiros, a comissão pretende realizar diligências, solicitar acesso a documentos sigilosos e convocar autoridades e agentes envolvidos nas investigações, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo.

“Não investigar e fechar os olhos não é uma opção. O Banco Master representa a maior fraude bancária da história recente do país, e precisamos encarar isso de frente, doa a quem doer”, afirmou Calheiros.

Segundo ele, a comissão buscará entender as operações financeiras irregulares, como CDBs com remuneração acima do mercado, que levaram à insolvência da instituição.

Além de apurar responsabilidades, a subcomissão terá como meta sugerir mudanças legislativas para ampliar o poder de fiscalização do Banco Central sobre fundos e aplicações financeiras, buscando reduzir riscos de novos colapsos no sistema.

Também estão previstas análises sobre o papel de auditores independentes, do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e eventuais falhas de supervisão do próprio regulador.

Na terça-feira (3), os senadores se reuniram com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e, nesta quarta, com Galípolo.

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