O presidente Lula, ao contrário do que costuma fazer, utilizou um teleprompter para discursar nesta quinta-feira (4) em um evento em Brasília, no qual fez um balanço dos dois anos de seu governo. Durante a fala, ele comentou a decisão dos Estados Unidos de impor novas taxas a produtos brasileiros e afirmou que o governo tomará medidas em resposta.
“Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma soma e taxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores brasileiros, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem pelo Congresso Nacional e a Diretiva da Organização do Mundial do Comércio”, declarou.
No discurso, Lula também defendeu o multilateralismo pe o livre comércio, além de afirmar que o Brasil “fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas que exige reciprocidade no tratamento.”
A fala ocorre um dia após a aprovação do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas contra países que impuserem restrições às exportações nacionais.
O uso do teleprompter chama atenção diante das críticas à comunicação do governo Lula. Casos como a recente polêmica da taxação do Pix evidencia que o partido tem tido dificuldades de se expressar com seu eleitorado.
Além disso, a popularidade de Lula segue em queda. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (3), a desaprovação ao presidente chegou a 56%, enquanto 41% aprovam sua gestão. O levantamento também apontou um aumento na rejeição entre os eleitores de 16 a 34 anos, que subiu de 52% para 64%. Entre os idosos, há um empate técnico dentro da margem de erro: 50% aprovam o governo e 46% desaprovam. Antes, o petista contava com maior apoio desse grupo.
