Beth Shapiro, cientista-chefe da Colossal Biosciences, rejeitou a ideia de que a empresa trouxe de volta o lobo-terrível, extinto há 12 mil anos. A declaração responde às críticas após o anúncio do nascimento de três filhotes geneticamente modificados com traços da espécie.
“Não é desextinção. Recriar uma espécie idêntica é impossível” afirmou Shapiro à revista New Scientist. Ela esclareceu que os filhotes pertencem à espécie de lobos-cinzentos, mas carregam características genéticas do lobo-terrível.
Em abril, a Colossal divulgou que três filhotes foram criados com base em fragmentos genéticos de um dente de 13 mil anos e um crânio de 72 mil anos. Shapiro destacou que o DNA original não pôde ser inserido nos animais.
O termo “desextinção” em materiais publicitários da empresa gerou confusão, levando muitos a acreditar que o lobo-terrível foi revivido e que dinossauros poderiam ser recriados. “É uma interpretação errada e perigosa” disse Shapiro. A Colossal planeja replicar parcialmente mamutes-lanosos, tigres-da-Tasmânia e dodôs.
