Certidão de óbito de “Sicário” de Vorcaro omite causa da morte
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Certidão de óbito de “Sicário” de Vorcaro omite causa da morte

Documento aponta exames pendentes, enquanto versão da PF indica tentativa de suicídio na prisão

Sicário de Vorcaro. Foto: Reprodução.

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Por Redação

A certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como operador do banqueiro Daniel Vorcaro, não informa a causa da morte.

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O documento registra apenas que o motivo do falecimento está “aguardando exames”, embora autoridades já tenham apresentado versões preliminares sobre o caso. As informações são dos canais TVDNEWS e O Jacaré de Tanga.

De acordo com a Polícia Federal (PF), Mourão teria morrido após uma tentativa de suicídio enquanto estava preso. A certidão, emitida no dia 8 de abril, porém, não confirma essa hipótese e indica que os laudos ainda não haviam sido concluídos à época do registro.

Créditos: Canais TVDNEWS e O Jacaré de Tanga

O empresário morreu em 6 de março, com o óbito formalizado no dia seguinte. No mesmo dia da morte, a defesa informou que o quadro teria evoluído para morte encefálica, causada por falta de oxigenação no cérebro. O corpo, segundo os advogados, seria encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames.

Especialistas do setor cartorial afirmaram ao portal Metrópoles que a ausência da causa da morte em certidões não é comum, mas pode ocorrer em situações em que a família opta por realizar o sepultamento antes da conclusão dos laudos periciais.

O documento também não detalha o local de sepultamento. Informações oficiais indicam que o enterro ocorreu no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

O caso está inserido nas investigações relacionadas ao Banco Master. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que conduz apurações ligadas ao tema, negou o compartilhamento de informações sobre a morte com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.

Na decisão, Mendonça argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que a divulgação de dados neste momento poderia comprometer diligências em curso, indicando que o acesso poderá ser reavaliado após a conclusão das apurações.

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