CEO do C6 nega irregularidades em consignado na CPMI
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

CEO do C6 nega irregularidades em consignado na CPMI

Banco contesta decisão do INSS e rejeita acusação de “venda casada”

CEO do C6 nega irregularidades em consignado na CPMI
CEO do C6, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, presta depoimento à CPI do INSS Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O CEO do C6 Bank Consignado, Artur Azevedo, negou nesta quinta-feira (19) irregularidades na atuação do banco e a prática de “venda casada”. A declaração foi feita em depoimento à CPMI do INSS.

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“Discordo veementemente da decisão do INSS, porque temos convicção de que não praticamos nenhuma irregularidade. Nós cumprimos, sempre rigorosamente, todas as normas estabelecidas”, afirmou.

O INSS suspendeu novas operações de crédito consignado do banco após apontamentos da Controladoria-Geral da União (CGU).

Suspensão e disputa judicial

Segundo Azevedo, o banco recorreu ao Judiciário para reverter a suspensão.

“Estamos impedidos de ofertar novos empréstimos consignados pelo INSS e já recorremos ao Judiciário para restabelecer a operação”, disse.

O INSS também determinou a devolução de cerca de R$ 300 milhões a aposentados.

“Não nos parece correto fazer a devolução integral dos valores contratados legalmente com anuência clara e explícita dos contratantes”, afirmou.

Questionamento sobre produtos

A autarquia aponta indícios de irregularidades em cerca de 320 mil contratos, com cobrança de produtos acessórios, como seguros e pacotes de benefícios.

Azevedo afirmou que não houve irregularidade.

“Nunca houve venda casada ou qualquer tipo de irregularidade”, declarou.

Ele disse que apenas cerca de 12% dos clientes contrataram esses produtos.

Depoimento na CPMI

Azevedo foi o primeiro representante de grandes bancos a depor na comissão. Ele não prestou compromisso de dizer a verdade, seguindo orientação da defesa.

A CPMI investiga possíveis fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

O acordo de cooperação entre o C6 Consignado e o INSS permanece suspenso até decisão judicial.

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