Para Dantas, direita não pode cair nessa “narrativa” no caso do Master
Durante o ALive desta sexta-feira (09), o apresentador Claudio Dantas disse que não existe “lado do bem” nem “lado do mal” no caso do Banco Master e criticou que essa “narrativa” tem sido seguida por “muita gente da direita”.
“Como se alguém conseguisse dar um golpe de quase 60 bilhões, que é o que se estima aí do Banco Master, é como se ele [Daniel Vorcaro] tivesse feito isso sozinho, como se ele pudesse fazer isso sozinho”, afirmou, ironizando: “é um gênio”.
Dantas destacou que os “CDBs fajutos” de Vorcaro, com promessa de 140% ou 150% de rentabilidade, “foram distribuídos no mercado pela maior corretora do país”.
“Tem que analisar e investigar o papel de todos, de todos”, disse o jornalista. “Isso inclui órgão regulador [Banco Central], Ministério Público e Polícia Federal, que deveriam investigar e não fazem”.
O apresentador do ALive afirmou que atualmente “acabou o pudor” no Brasil e citou o caso de Lulinha, que deve começar a ser investigado oficialmente pela PF na “Farra do INSS”: “Está lá o diretor da Polícia Federal conversando com o advogado do filho do Presidente da República. Como é que o cidadão acredita nas instituições?”.
“Antigamente, a gente tinha algum pudor. As coisas aconteciam mais debaixo dos panos. Hoje elas acontecem ao vivo, em cores, à luz do dia e ninguém se importa”, acrescentou Dantas.
Ele criticou também a atuação de Toffoli no caso do Master: “Ele pega um inquérito desse, sem razão nenhuma, coloca na mesa dele, abre a gaveta, a gaveta afunda. Coloca lá dentro da gaveta, fecha a gaveta com a chave que só ele tem, diz que também está tudo sigiloso e acabou”.
“Eles não estão nem aí. A coisa é feita à galega, tipo, que se exploda a sociedade”, criticou Dantas. “Olha, isso é um risco, porque isso vai criando uma pressão na sociedade, uma pressão de insatisfação, de indignação, que uma hora explode, como a gente está vendo acontecer em vários países”.
Para Dantas, “não há compromisso com a estabilidade do país”: “Temos homens e mulheres públicos, que ocupam cargos públicos, que parecem que não têm compromisso algum. O único compromisso é com eles próprios”.
“Eles estão colocando uma bomba-relógio e dando corda nessa bomba-relógio, uma bomba-relógio da sociedade, do Brasil inteiro”, finalizou o apresentador.
