Carlos Bolsonaro renuncia no Rio para preparar candidatura ao Senado por SC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Carlos Bolsonaro renuncia no Rio para preparar candidatura ao Senado por SC

Carlos Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Vereador do PL deixa a Câmara do Rio após 24 anos para disputar vaga ao Senado em 2026

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quinta-feira (11) que renunciará ao mandato na Câmara Municipal do Rio e se mudará para Santa Catarina, onde articula sua candidatura ao Senado em 2026. A declaração foi feita no início da sessão desta manhã.

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Parto dessa cidade com o coração cheio de saudade, mas também com a serenidade de quem sabe que está atendendo uma missão maior, da qual sempre fiz parte. Vou para Santa Catarina para cumprir um chamado que eu não poderia realizar aqui. Não é uma fuga, é a continuidade de uma luta”, afirmou Carlos.

O vereador se emocionou ao mencionar o pai, preso na Superintendência da PF em Brasília e condenado a 27 anos no caso da tentativa de golpe.

Hoje ele enfrenta uma vida injusta, fruto de um processo recheado de contradições, vícios e interpretações políticas. (…) Bolsonaro está preso, mas não está derrotado. Porque derrotado é quem abandona seus princípios. A Justiça, cedo ou tarde, abrirá a porta que querem manter fechada”, disse.

Carlos assumiu seu primeiro mandato em 2000, aos 17 anos, e foi reeleito seis vezes. Foi o vereador mais votado do Rio em 2016 e 2024.

Repercussão na Câmara do Rio

O presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), elogiou o colega, chamando-o de “sincero” e “amigo”. A vereadora Rosa Fernandes (PSD), decana da Câmara, também o homenageou:

Vi aquele menino se tornar um homem. E um homem que amadureceu apanhando”, declarou.

No discurso, Carlos destacou ações de seu mandato, como a criação do clube de literatura clássica e o “Dia Municipal da Liberdade de Expressão”.

Caminho para o Senado em 2026

O PL avalia que Carlos tem forte potencial eleitoral em Santa Catarina, estado que deu quase 70% dos votos a Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. No Rio, a disputa seria mais arriscada, já que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deve concorrer à reeleição.

Em Santa Catarina, porém, a movimentação causa resistência interna. Parte do PL considera que a candidatura de Carlos reduz espaço da deputada Carol de Toni (PL-SC), também pré-candidata ao Senado. O governador Jorginho Mello (PL) resiste a formar chapa com dois nomes do partido, o que poderia dificultar alianças com outras siglas.

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