Diretor da Paraná Pesquisas disse que qualquer nome apoiado por Bolsonaro iria ao 2º turno e avaliou a força de um possível outsider
Durante participação no programa ALive, nesta quarta-feira (12), o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou que, hoje, “qualquer candidato apoiado pela família Bolsonaro iria ao segundo turno” das eleições presidenciais de 2026.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsAppAo analisar um cenário em que Flávio Bolsonaro disputasse a Presidência diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro, Hidalgo avaliou que o senador “é pouco conhecido”, mas herdaria boa parte do eleitorado do pai.
“As pessoas sabem de nome, sabem pouco da história dele. No decorrer da campanha, se ele vier a ser o candidato, não tenho dúvida de que boa parte dos eleitores do Bolsonaro tendem a ir ao Flávio Bolsonaro, o que vai ser muito ruim para os outros adversários do campo da direita, caso saiam candidatos contra o Flávio Bolsonaro”, disse.
O diretor reforçou que, no cenário atual, qualquer nome apoiado pela família teria vantagem na disputa por 2026.
Hidalgo também comentou a possibilidade de um outsider disputar a Presidência. Segundo ele, essa chance aumenta “principalmente se a família Bolsonaro não apoiar ninguém” em 2026. “Aí eu acho que a figura do outsider aumenta muito essa possibilidade”, avaliou.
Questionado pela apresentadora Julia Lucy, que substituiu Claudio Dantas, sobre se Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato pelo Missão, poderia despontar como um outsider de sucesso, Hidalgo comparou-o ao empresário Pablo Marçal, que disputou a Prefeitura de SP em 2024 e terminou em 3º lugar. O diretor afirmou que há uma diferença “muito grande” entre os dois.
“O Pablo Marçal era uma personalidade muito conhecida, muito falada na internet. Fora que ele foi muito, muito bem na campanha. Até o final, onde ele errou grosseiramente, ele foi muito bem. Primeiro debate dele, ele foi excepcional”, afirmou Hidalgo.
Hidalgo destacou a dificuldade de surgirem novos nomes de peso na política nacional: “As pessoas precisam repetir isso. Nós estamos há quantos anos, quantos players apareceram? Desde que eu faço pesquisas eleitorais, que eu me lembro, nós temos quem? Lula, PSDB, Ciro [Gomes], Geraldo Alckmin, José Serra, Aécio [Neves]. Os três que conseguiram vir. Aí você tem Bolsonaro, e acabou. Nós estamos falando de 25 anos e cinco, seis pessoas”.
