Câmara aprova reajuste de até 31% para servidores do Judiciário 
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Câmara aprova reajuste de até 31% para servidores do Judiciário 

Muito se tem falado a respeito do “Projeto Antifacção” enviado ao Congresso Nacional pelo Governo Federal. Ainda não tive acesso ao texto integral, motivo pelo qual a presente análise se baseia nas informações divulgadas pela imprensa e pela própria página oficial do Governo.
Muito se tem falado a respeito do “Projeto Antifacção” enviado ao Congresso Nacional pelo Governo Federal. Ainda não tive acesso ao texto integral, motivo pelo qual a presente análise se baseia nas informações divulgadas pela imprensa e pela própria página oficial do Governo. Foto: Servidor Judiciário

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Propostas do STF garantem aumentos anuais e bônus por qualificação até 2028

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) dois projetos de lei que aumentam salários e benefícios dos servidores do Poder Judiciário, ambos de autoria do Supremo Tribunal Federal (STF). As propostas seguem agora para o Senado.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O PL 4750/25, relatado pelo deputado Rafael Prudente (MDB-DF), prevê reajuste de 8% ao ano entre 2026 e 2028, totalizando um aumento de mais de 25%.

Já o PL 3084/25, relatado pelo deputado Coronel Meira (PL-PE), reformula o Adicional de Qualificação (AQ) e amplia os bônus concedidos a servidores com cursos de especialização, mestrado ou doutorado.

Com as novas regras, a remuneração de um analista judiciário em fim de carreira pode chegar a R$ 16,3 mil em 2028, sem contar gratificações. O adicional para quem tem doutorado passará de R$ 1,1 mil para R$ 3,8 mil.

O STF justificou o reajuste com base na perda de poder aquisitivo desde 2019, calculada em mais de 24%.

Segundo o ex-presidente da Corte Luís Roberto Barroso, a correção seria uma forma de “justiça remuneratória” diante da inflação acumulada.

Mas nem todos os deputados concordaram. O líder do Novo, Marcel Van Hattem (RS), classificou o projeto como uma distorção que aumenta a desigualdade:

Só é possível pagar esses salários mais altos porque se está tirando do bolso do mais pobre”, criticou.

Na mesma linha, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) chamou a medida de temerária, lembrando que o setor privado, que sustenta o público, não terá o mesmo reajuste:

Os 33 milhões de autônomos do Brasil, muitos camelôs e pipoqueiros, não vão ter aumento de 25% em três anos.”

Já o relator Coronel Meira (PL-PE) defendeu o texto como uma forma de valorizar o mérito e a qualificação:

Servidores mais preparados produzem decisões de maior qualidade e reduzem custos operacionais”, argumentou.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade