Vladimir Putin participará por videoconferência da cúpula do BRICS, que terá início neste sábado (5) no Rio de Janeiro. A solução foi proposta diante do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra durante a invasão da Ucrânia.
A ordem, emitida em 2023, acusa o líder russo da deportação forçada de centenas de crianças ucranianas. Putin nega as acusações e considera o mandado “nulo e sem efeito”, já que a Rússia não é signatária do tratado que instituiu o tribunal. Ainda assim, ele evita visitar países que reconhecem a jurisdição do TPI, como o Brasil.
Inicialmente, o chanceler Sergei Lavrov estava escalado para representar a Rússia na reunião dos chefes de Estado.
No último dia (18/6), o Kremlin confirmou que Putin não viria ao Rio. Um porta-voz do governo russo atribuiu a decisão à ausência de uma “posição clara” do governo brasileiro sobre a possibilidade de ele ser preso no país.
Em 2024, Lula sofreu um acidente doméstico e ficou impedido de viajar para o exterior, sendo convidado por Putin, então presidente rotativo do BRICS, a participar por vídeo da cúpula anual do bloco em Kazan.
