O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira (16), durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
A ação da Polícia Federal cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.
Durante as apurações, a investigação identificou que o BRB tentou vender terrenos em áreas protegidas de Brasília como forma de cobrir prejuízos financeiros. As áreas pertencem ao governo do Distrito Federal e a proposta previa a alienação de terrenos considerados de alto valor.
A medida gerou controvérsia por envolver áreas ambientalmente protegidas e patrimônio público. Segundo as apurações, o rombo financeiro no banco é estimado em pelo menos R$ 5 bilhões.
O caso está relacionado às operações entre o BRB e o Banco Master, de Daniel Vorcaro, também investigado e preso. O banco público adquiriu carteiras e mantém participação em fundos ligados ao esquema sob investigação.
A apuração ganhou novo impulso após a relatoria do caso no STF ser assumida pelo ministro André Mendonça, que autorizou as medidas da operação.
O BRB, controlado majoritariamente pelo governo do Distrito Federal, enfrenta impacto financeiro após as operações investigadas. O banco vinha em processo de expansão e agora está sob pressão após a revelação das irregularidades.
O caso também tem repercussão política no Distrito Federal, com desdobramentos envolvendo a gestão do banco e decisões adotadas durante o período investigado.
