BRB apresenta até sexta plano para cobrir perdas com Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

BRB apresenta até sexta plano para cobrir perdas com Master

Carteiras de crédito e ativos trocados pelo Master podem valer menos que o previsto

BRB apresenta até sexta plano para cobrir perdas com Master
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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Por Redação

O Banco Regional de Brasília (BRB), envolvido com o Banco Master, deve apresentar até sexta-feira (06) ao Banco Central (BC) um plano para reforçar pelo menos R$ 2,6 bilhões em seus balanços.

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O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou à Polícia Federal, no ano passado, que as perdas podem superar esse valor, incluindo provisões para carteiras de crédito podres do Master e ativos trocados pelo banco de Daniel Vorcaro que podem valer menos que o previsto.

Já o balanço de 2025 do BRB, com prazo até 31 de março, deverá detalhar os resultados da instituição. O relatório é obrigatório para empresas listadas em bolsa e divulga suas demonstrações financeiras.

O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado do Master, originadas por uma empresa de fachada chamada Tirreno, segundo a Polícia Federal (PF). Após identificar problemas, o banco trocou os ativos por outros do Master, que também podem apresentar irregularidades ou valor inferior ao esperado.

O atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, decidiu vender toda a carteira do Master, avaliada em R$ 21,9 bilhões, que inclui carteiras de atacado, pessoas físicas e fundos de investimento.

Nesta quarta (04), Souza negocia os ativos em São Paulo, na região da Faria Lima, incluindo fundos de investimento, imóveis e um terreno na Marginal Pinheiros, próximo à Casa Fasano e ao Cidade Jardim.

Além da venda, o BRB elabora um plano de capital que prevê alternativas como a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

De acordo com Souza, que concedeu entrevista ao Metrópoles, caso a venda da carteira seja concluída, o banco não precisará de aporte do governo do DF, embora essa opção também esteja considerada.

No ano passado, o BRB tentou adquirir o Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central. A Polícia Federal investiga suspeita de fraude na venda das carteiras de crédito falsas. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou à PF que a maior parte dos ativos foi recuperada, mas cerca de R$ 2 bilhões permanecem irrecuperáveis.

A nova direção do BRB busca recursos para cobrir os prejuízos relacionados às carteiras fraudulentas de Vorcaro.

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