Braskem é apontada em calote de R$ 3,6 bilhões contra o Banco do Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Braskem é apontada em calote de R$ 3,6 bilhões contra o Banco do Brasil

Dívida foi regularizada em janeiro, mas pressionou a inadimplência do 4º trimestre

Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Uma operação de crédito de cerca de R$ 3,6 bilhões ligada à Braskem foi apontada por fontes do mercado como o principal fator por trás do aumento da inadimplência do Banco do Brasil no quarto trimestre do ano passado. As informações são do Broadcast e da Folha de S. Paulo.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O balanço divulgado pelo banco nesta quarta-feira (11) mostrou que os atrasos superiores a 90 dias chegaram a 5,17%, alta de 0,66 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Na carteira de pessoas jurídicas, o índice ficou em 3,75%, influenciado por um único caso relevante envolvendo títulos e valores mobiliários (TVM), cujo nome não foi revelado oficialmente pela instituição.

Segundo pessoas a par do assunto, o débito foi renegociado e regularizado em janeiro deste ano. Procurados, Banco do Brasil e Braskem não comentaram o caso.

Sem considerar esse episódio específico, a inadimplência total teria sido de 4,88%. Na carteira corporativa, cairia de 3,75% para 2,86%, de acordo com o próprio relatório financeiro.

O aumento dos atrasos pressionou o resultado anual do banco, que registrou lucro de R$ 20,7 bilhões — queda de 45% em relação ao ano anterior — em razão da necessidade de ampliar provisões para perdas, sobretudo no crédito ao agronegócio.

Reação do mercado

No mercado, as ações reagiram de forma distinta. Os papéis preferenciais da Braskem lideraram as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (12), com queda superior a 9%, enquanto as ações do Banco do Brasil avançavam mais de 3%.

A petroquímica ainda divulgará seu balanço do quarto trimestre em 11 de março. No terceiro trimestre, a companhia reportou dívida bruta de US$ 8,4 bilhões, com prazo médio de nove anos. Também informou ao mercado que a Petrobras decidiu não exercer preferência na eventual venda da participação de 38,3% detida pela Novonor, enquanto a estatal permanece com cerca de 36,1% do capital total da empresa.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade