Brasil perdeu patente da polilaminina após cortes feitos por Dilma
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Brasil perdeu patente da polilaminina após cortes feitos por Dilma

Tatiana Sampaio diz que falta de recursos durante governo do PT impediu pagamento de taxas no exterior

Pesquisadora da UFRJ afirma que cortes orçamentários entre 2015 e 2016 levaram à perda da patente internacional da polilaminina, tecnologia ligada à regeneração medular

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Por Redação

A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina, tecnologia com potencial terapêutico voltada à regeneração da medula espinhal, após cortes orçamentários que atingiram a universidade em 2015 e 2016 no governo Dilma (PT).

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Internautas recuperaram a data de descontinuação da patente internacional que está registrada em 05/08/2014, sob o governo Dilma. A petista foi presidente até agosto de 2016.

Segundo ela, o pedido de patente foi feito em 2007, quando o estudo ainda estava em estágio inicial. “Nós fizemos um pedido de patente em 2007, quando eu estava muito longe ainda de ter um efeito, muito longe de testar em humanos, bem no início do projeto”, declarou para o Jornal Opção.

A concessão ocorreu apenas em 2025, após 18 anos de tramitação. Como a validade de uma patente é de 20 anos, o prazo se tornou decisivo. “A patente só dura 20 anos”, afirmou.

De acordo com a pesquisadora, o grupo registrou primeiro a patente nacional e, depois, a internacional. O problema surgiu quando a UFRJ deixou de pagar as taxas para manter o registro fora do país. “A UFRJ teve um corte de recursos, em particular foram muitos cortados na época de 2015 e 2016, e aí não tinha dinheiro para pagar. Então parou de pagar as patentes internacionais”, disse.

Ela acrescentou que a perda é definitiva. “A internacional foi perdida. Parou de pagar, nunca mais recupera. Não pode refazer, não pode reapresentar. Podem copiar à vontade”, declarou. A patente nacional foi mantida porque, segundo a pesquisadora, ela arcou temporariamente com os custos. “Eu paguei do meu bolso por um ano para poder não perder.”

Tatiana associou os cortes ao governo Michel Temer. “Os cortes no governo do Temer, né? Exatamente”, afirmou. Para ela, houve um enfraquecimento estrutural da ciência. “Eles queriam inviabilizar sim. Era um projeto de entregar todo o nosso conhecimento científico, inclusive o pessoal formado nas universidades públicas brasileiras, para utilização fora”, disse.

A polilaminina é resultado de mais de duas décadas de pesquisa sobre a laminina, proteína da matriz extracelular. A substância derivada da placenta foi desenvolvida para estimular reconexões neurais em medulas espinhais lesionadas.

De acordo com os dados apresentados pela pesquisadora, a linha de pesquisa já resultou em mais de 40 publicações científicas internacionais e duas patentes registradas. Os estudos indicam que a polilaminina cria ambiente favorável à regeneração neural e ao crescimento de neurônios.

Relatos apontam que pelo menos seis pacientes recuperaram movimentos após tratamento experimental, incluindo casos de tetraplegia severa. O procedimento ainda está em fase de desenvolvimento.

A perda da patente internacional significa que outros países podem utilizar a tecnologia desenvolvida no Brasil sem retorno econômico para a universidade.

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