Presidente cita Moçambique como destino de investimentos
Lula afirmou nesta segunda (24) que o governo trabalha para recuperar a capacidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar a internacionalização de empresas brasileiras.
A sinalização inclui a possibilidade de retomar empréstimos para obras de infraestrutura em países africanos.
A declaração foi dada em Maputo, capital de Moçambique, durante encontro oficial com o presidente Daniel Chapo.
Segundo Lula, o país africano pode se tornar destino prioritário dos investimentos por ainda apresentar “lacunas” estruturais em setores essenciais.
“Moçambique é um país em desenvolvimento, que ainda possui lacunas de infraestrutura a suprir. Seu crescimento depende de portos, estradas, usinas e linhas de transmissão. O Brasil tem empresas dinâmicas, com condições de contribuir”, afirmou.
Lula disse que o governo busca restabelecer a atuação do BNDES no apoio a empresas brasileiras no exterior, prática que foi reduzida nos últimos anos. Ele defendeu que países que exportam serviços precisam oferecer linhas de crédito competitivas para viabilizar projetos no exterior.
“Estamos trabalhando para o BNDES recuperar a capacidade de financiar a internacionalização das empresas brasileiras”, afirmou. Segundo ele, a medida pode ampliar parcerias comerciais e reduzir assimetrias econômicas entre o Brasil e o continente africano.
O presidente afirmou que a disponibilidade de recursos depende da consistência das propostas apresentadas. “Quando você tem um bom projeto, fica fácil aparecer dinheiro.
O dinheiro não aparece com discurso, mas com projeto, por permitir que se vislumbre a viabilidade econômica ou não”, disse.
Lula desembarcou em Maputo no domingo (23) para marcar os 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Moçambique.
Na visita, os dois países firmaram nove acordos bilaterais em áreas como educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Antes de chegar a Moçambique, o presidente participou da cúpula do G20 na África do Sul, onde criticou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
