O Banco Central vai propor mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após o caso do Banco Master. A informação foi dada pelo diretor de Regulação da autarquia, Gilneu Vivan, durante encontro com banqueiros nesta segunda-feira (9), em São Paulo.
Segundo Vivan, a agenda de alterações deve estar “organizada” até março, sem detalhamento das medidas previstas.
“Devemos incluir na agenda deste ano a revisão de regras do FGC, a definição de regras para distribuição de títulos e a discussão sobre transparência dos intermediários. Isso deve estar organizado até meados de março”, afirmou.
O FGC é abastecido por contribuições das instituições financeiras e funciona como mecanismo de proteção a investidores em caso de colapso bancário. No caso do Banco Master, o fundo deverá realizar o maior pagamento de sua história, estimado em cerca de R$ 50 bilhões.
Durante o evento, Vivan também defendeu a ampliação do debate sobre o chamado “perímetro regulatório” do Banco Central. A proposta é permitir que a autoridade monetária passe a supervisionar instituições que atualmente estão fora do seu escopo de fiscalização.
