Dantas revela estratégia da oposição para desgastar indicado de Lula ao STF
No programa Alive desta segunda-feira (6), o apresentador Claudio Dantas revelou os bastidores de um acordo entre a Advocacia-Geral da União (AGU), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o governo federal, que está na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O objetivo do pacto foi encerrar ações judiciais movidas por aposentados contra o INSS, com devolução estimada de R$ 6 bilhões.
A articulação teria sido liderada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, nome estudado pelo presidente Lula (PT) à vaga do ministro Luís Roberto Barroso, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Dantas, a estratégia do governo foi resolver as pendências judiciais para evitar um desgaste político com os aposentados, mas o acordo levantou suspeitas.
Além disso, a OAB entrou no processo com uma cláusula que garante uma porcentagem de 5% de honorários sobre o valor a ser devolvido
“E Messias não moveu uma ação contra essas associações para reaver o dinheiro. Então ele é cúmplice delas e agora ainda colocou a OAB espertamente no acordo com um percentual de 5% de honorário”, declarou o jornalista.
“É roubo duas vezes: porque roubaram uma vez e agora estão tirando do Tesouro, do dinheiro do pagador de impostos, para cobrir o buraco que eles mesmos causaram”, completou.
Diante desse cenário, a oposição pretende usar o caso para desgastar politicamente Messias antes da possível sabatina no Senado. Ele já foi convocado pela CPMI e sob questionamentos do campo oposicionista, terá que explicar seu papel neste suposto acordo.
Confira a íntegra do acordo:

