O Banco Central (BC) indeferiu o pedido de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da autoridade monetária na noite da quarta-feira (3/9) e já foi comunicada às instituições envolvidas.
“Referindo-nos ao requerimento de 28 de março de 2025 e demais documentos apresentados ao longo do processo, comunicamos que o Banco Central do Brasil, por decisão da Diretoria Colegiada, de 3 de setembro de 2025, indeferiu seu pedido de autorização para participação no capital do Banco Master S.A. e, de forma indireta, no Banco Master Múltiplo S.A., Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Will Holding Financeira S.A., Will Produtos Ltda. e Maximainvest Securitizadora de Créditos Financeiros S.A., conforme Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, de 28 de março de 2025, em razão do indeferimento do pedido de autorização para alteração do controle societário do Banco Master S.A., comunicado diretamente à referida instituição”, informou o BC.
A operação, anunciada em março, previa a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master, o equivalente a 58% do capital total do banco. O BRB pode apresentar recurso. O ativo de partida do Banco Master estava estimado em cerca de R$ 24 bilhões. Com a incorporação ao BRB, o conglomerado resultante teria aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos.
Ainda ontem, o BRB solicitou acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar a possibilidade de recurso.
“O BRB reitera seu posicionamento de que a transação representa uma oportunidade estratégica com potencial de geração de valor para o BRB, seus clientes, o Distrito Federal e o Sistema Financeiro Nacional e manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis”, informou, em comunicado ao mercado.
Em agosto, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o projeto que autorizava o Banco de Brasília (BRB) a adquirir participação em instituições financeiras no Brasil e no exterior. A palavra final, porém, coube ao Banco Central.
