Arquivo vivo morre horas após prisão sob custódia da PF?
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Arquivo vivo morre horas após prisão sob custódia da PF?

Claudio Dantas questiona morte de investigado ligado ao caso Banco Master e cobra esclarecimentos sobre custódia

No programa Alive, Claudio Dantas questiona morte de investigado ligado ao caso Banco Master horas após prisão sob custódia da Polícia Federal
Foto: Reprodução/Youtube

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante o programa Alive, transmitido hoje (5) no YouTube, o jornalista e apresentador Claudio Dantas comentou a morte de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro.

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Segundo Dantas, Mourão era investigado por coordenar um núcleo de monitoramento e pressão dentro da estrutura associada ao empresário.

O jornalista afirmou que o investigado foi preso e estava sob custódia da PF quando ocorreu o episódio. “Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, ele é apontado pela Polícia Federal como responsável por coordenar um núcleo de vigilância de pressão ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro”, disse.

De acordo com Dantas, informações iniciais indicaram que o investigado havia morrido após tentar tirar a própria vida dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele relatou que, horas depois, houve mudança na comunicação oficial.

“Ontem a Polícia Federal confirmou a morte. Eu não tirei a notícia. Morreu na noite desta quarta-feira após tentar tirar a própria vida na Superintendência Regional da Polícia Federal de Minas Gerais”, afirmou.

Em seguida, o apresentador disse que novas informações indicaram que o investigado estava internado em estado grave. Segundo ele, por volta das 21h, a Secretaria de Saúde de Minas informou que Mourão permanecia em atendimento no Hospital João XXIII.

Dantas também criticou a forma como a Polícia Federal tratou a divulgação das informações. Segundo ele, a instituição alterou a nota oficial posteriormente.

“A Polícia Federal resolveu refazer a nota inclusive no mesmo arquivo. Foi lá, mudou o editor da nota e disse que não confirma as notícias veiculadas. Eu achei ótimo isso. A Polícia Federal é que disse que tinha morrido”, afirmou.

O jornalista disse ainda que o investigado era considerado peça relevante nas apurações.

“Um sujeito importantíssimo responsável por fazer investigação contra autoridades, ameaças contra funcionários e pagamentos”, declarou.

Durante o programa, Dantas afirmou que Mourão teria sido preso poucas horas antes do episódio e questionou as circunstâncias da custódia.

“O sujeito morrer, um investigado importante como esse, um arquivo vivo, morrer horas depois de ser preso nas mãos da própria Polícia Federal, senhoras e senhores, eu só vi na ditadura”, disse.

Ele também cobrou esclarecimentos sobre o caso e afirmou que os responsáveis pela custódia deveriam ser investigados. “Diante disso, numa situação dessas, os agentes e o delegado responsável têm de ser investigados”, declarou.

Questionamentos sobre o caso

A advogada Carol Sponza, que participou do programa, também comentou o episódio. Para ela, a situação levanta dúvidas sobre o que ocorreu dentro da cela.

“Como é que a pessoa se mata dentro da cela? E aí? Não tem ninguém a ser responsável por isso?”, questionou.

Sponza afirmou que existem duas possibilidades a serem esclarecidas pelas autoridades.

“Ou ele é um peixe pequeno que sabe que ia ficar preso e preferiu se suicidar, ou apagaram ele”, disse.

Ela também questionou a ausência de manifestações públicas de autoridades sobre o caso.

“Cadê o chefe da Polícia Federal? Cadê o ministro da Justiça? Cadê toda essa galera?”, afirmou.

Dúvidas sobre a dinâmica da morte

A advogada Anne Dias também comentou o episódio durante o programa. Segundo ela, a forma como o caso foi relatado levanta dúvidas.

“O que eu ouvi foi isso mesmo, que foi uma camiseta. Enfim, como é que ele se suicida assim?”, disse.

Para ela, Mourão era uma pessoa que possivelmente detinha informações relevantes para as investigações.

“Ele sabe de muita coisa e está na cadeia. Com certeza faria com que abrisse a boca eventualmente”, afirmou.

Segundo a advogada, o caso exige esclarecimentos sobre o que ocorreu nas horas seguintes à prisão do investigado.

Assista ao programa na íntegra

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