Durante o programa Alive, transmitido hoje (5) no YouTube, o jornalista e apresentador Claudio Dantas comentou a morte de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo Dantas, Mourão era investigado por coordenar um núcleo de monitoramento e pressão dentro da estrutura associada ao empresário.
O jornalista afirmou que o investigado foi preso e estava sob custódia da PF quando ocorreu o episódio. “Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, ele é apontado pela Polícia Federal como responsável por coordenar um núcleo de vigilância de pressão ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro”, disse.
De acordo com Dantas, informações iniciais indicaram que o investigado havia morrido após tentar tirar a própria vida dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele relatou que, horas depois, houve mudança na comunicação oficial.
“Ontem a Polícia Federal confirmou a morte. Eu não tirei a notícia. Morreu na noite desta quarta-feira após tentar tirar a própria vida na Superintendência Regional da Polícia Federal de Minas Gerais”, afirmou.
Em seguida, o apresentador disse que novas informações indicaram que o investigado estava internado em estado grave. Segundo ele, por volta das 21h, a Secretaria de Saúde de Minas informou que Mourão permanecia em atendimento no Hospital João XXIII.
Dantas também criticou a forma como a Polícia Federal tratou a divulgação das informações. Segundo ele, a instituição alterou a nota oficial posteriormente.
“A Polícia Federal resolveu refazer a nota inclusive no mesmo arquivo. Foi lá, mudou o editor da nota e disse que não confirma as notícias veiculadas. Eu achei ótimo isso. A Polícia Federal é que disse que tinha morrido”, afirmou.
O jornalista disse ainda que o investigado era considerado peça relevante nas apurações.
“Um sujeito importantíssimo responsável por fazer investigação contra autoridades, ameaças contra funcionários e pagamentos”, declarou.
Durante o programa, Dantas afirmou que Mourão teria sido preso poucas horas antes do episódio e questionou as circunstâncias da custódia.
“O sujeito morrer, um investigado importante como esse, um arquivo vivo, morrer horas depois de ser preso nas mãos da própria Polícia Federal, senhoras e senhores, eu só vi na ditadura”, disse.
Ele também cobrou esclarecimentos sobre o caso e afirmou que os responsáveis pela custódia deveriam ser investigados. “Diante disso, numa situação dessas, os agentes e o delegado responsável têm de ser investigados”, declarou.
Questionamentos sobre o caso
A advogada Carol Sponza, que participou do programa, também comentou o episódio. Para ela, a situação levanta dúvidas sobre o que ocorreu dentro da cela.
“Como é que a pessoa se mata dentro da cela? E aí? Não tem ninguém a ser responsável por isso?”, questionou.
Sponza afirmou que existem duas possibilidades a serem esclarecidas pelas autoridades.
“Ou ele é um peixe pequeno que sabe que ia ficar preso e preferiu se suicidar, ou apagaram ele”, disse.
Ela também questionou a ausência de manifestações públicas de autoridades sobre o caso.
“Cadê o chefe da Polícia Federal? Cadê o ministro da Justiça? Cadê toda essa galera?”, afirmou.
Dúvidas sobre a dinâmica da morte
A advogada Anne Dias também comentou o episódio durante o programa. Segundo ela, a forma como o caso foi relatado levanta dúvidas.
“O que eu ouvi foi isso mesmo, que foi uma camiseta. Enfim, como é que ele se suicida assim?”, disse.
Para ela, Mourão era uma pessoa que possivelmente detinha informações relevantes para as investigações.
“Ele sabe de muita coisa e está na cadeia. Com certeza faria com que abrisse a boca eventualmente”, afirmou.
Segundo a advogada, o caso exige esclarecimentos sobre o que ocorreu nas horas seguintes à prisão do investigado.
