O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), respondeu às declarações do presidente Lula (PT) sobre a Operação Lava Jato e elevou o tom do confronto político ao classificar o petista como a “grande mentira do século”. A reação ocorreu após Lula afirmar, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, que a operação foi a “grande mentira do século 21” no país.
Em vídeo publicado nas redes sociais na última sexta-feira (22), Moro acusou o presidente de utilizar a emissora pública para atacar a operação e seus integrantes. O senador afirmou que a volta de Lula ao poder provocou impactos negativos sobre a “moral” e a “ética” do país, além de associar os governos petistas a escândalos de corrupção.
A declaração do presidente ocorreu ao comentar a atuação da força-tarefa e criticar diretamente Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Na entrevista, Lula afirmou que a operação teria sido impulsionada pela cobertura da imprensa e se referiu aos dois como “monstros”.
Ao responder, Moro saiu em defesa da Lava Jato e destacou resultados obtidos durante as investigações. Segundo o senador, a operação recuperou mais de R$ 6 bilhões para a Petrobras e responsabilizou diretores e empresários envolvidos em esquemas ilícitos. O parlamentar também afirmou que pessoas ligadas aos governos petistas foram alcançadas pelas apurações.
O ex-juiz ampliou as críticas ao atual governo ao mencionar problemas econômicos e citar episódios recentes, como o caso dos descontos indevidos em benefícios do INSS. Moro associou a situação a escândalos anteriores, como Mensalão e Petrolão, e afirmou que administrações petistas se tornaram “sinônimo de corrupção”.
Além das críticas políticas, o senador também questionou a condução econômica do governo federal, afirmando que medidas adotadas pela atual gestão impactam os juros, o endividamento das famílias e o desempenho da economia.
A troca de declarações ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026. Em março, Moro se filiou ao PL e deve disputar o governo do Paraná, consolidando-se como um dos principais nomes da oposição ao presidente no Estado.
Criada em 2014, a Operação Lava Jato investigou suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e agentes políticos. Ao longo dos anos, no entanto, a operação passou a enfrentar questionamentos sobre sua condução. Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam processos envolvendo Lula e apontaram falhas processuais em parte das investigações.