Após colocar tornozeleira, Bolsonaro critica Lula e vê perseguição em operação da PF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Após colocar tornozeleira, Bolsonaro critica Lula e vê perseguição em operação da PF

Bolsonaro

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Por Isac Mascarenhas

Após cumprir medidas cautelares impostas pela Polícia Federal (PF), que incluiu a colocação de tornozeleira eletrônica, Jair Bolsonaro criticou o governo Lula e relacionou as ações contra ele à política externa do atual presidente. Em conversa com jornalistas na sede do PL, em Brasília, o ex-presidente afirmou que as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas por Donald Trump, resultam da postura de Lula.

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O ex-presidente acusou Lula de alinhar-se a ditadores e provocar os Estados Unidos. “Está se dando bem é quem fez acordo [sobre as tarifas] com ele. Quem não fez foi a China, Irã, Venezuela. O Lula insiste em ficar do lado de ditadores. O povo todo vai sofrer”, disse. Ele atribuiu as tarifas americanas às falas de Lula sobre um novo padrão monetário e críticas a Trump.
Bolsonaro defendeu a necessidade de diálogo com os EUA para evitar prejuízos econômicos. “Eu sempre conversei com autoridades do mundo todo. Você tem que sentar e perguntar o que ele quer, mas se não conversar, todo mundo vai sofrer”, afirmou. Bolsonaro reforçou: “Tem que sentar com ele e perguntar quais as condições? Se não, não só o agro e empresários, mas todo mundo vai sofrer.”
O ex-presidente expressou preocupação com o futuro de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Eu acredito que ele não vem mais pra cá, se ele vier vai ser preso”, disse. Trump, em carta enviada na véspera da operação, manifestou apoio a Bolsonaro, criticando o “terrível tratamento” do sistema judicial brasileiro e ameaçando sanções contra Moraes.
Ao final, Bolsonaro comparou as medidas judiciais a inovações como o Pix. “O que acontece com o Pix? Antes do Pix você fazia transação com TED, DOC e crédito, e as empresas perderam dinheiro, acredito que os banqueiros perderam cerca de R$ 20 bilhões com o advento do Pix. Então, depende se deve permanecer, mas eu defendo o Pix”, declarou, sugerindo que mudanças, mesmo custosas, podem ser benéficas.

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