'Ao me atacar, Moraes ataca povo evangélico', diz Malafaia após ser incluído em inquérito - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

‘Ao me atacar, Moraes ataca povo evangélico’, diz Malafaia após ser incluído em inquérito

Malafaia diz que está sofrendo perseguição religiosa

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Por Isac Mascarenhas

Pastor acredita que decisão de ministro é perseguição religiosa

O pastor Silas Malafaia afirmou no programa Alive, do canal de Cláudio Dantas no Youtube, que sua inclusão no inquérito da Polícia Federal está transformando-o em uma voz ainda mais poderosa no meio evangélico e, consequentemente, tornando o segmento social uma força opositora ao STF.

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O religioso disse que a ação do ministro Alexandre de Moraes está fazendo com que ele se torne uma “unanimidade” e que os evangélicos não veem a questão como política, mas como uma “perseguição religiosa”.

Malafaia comentou uma suposta conversa entre André Mendonça e Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, na qual Mendonça teria dito que o pastor “não é unanimidade no mundo evangélico”. O líder religioso concordou, mas ressaltou que, por ser uma das poucas figuras a se manifestar publicamente e sem “medo”, ele se tornou a maior voz de um segmento que representa mais de 30% da população brasileira.

“Eu hoje eu encarno aquilo que a maioria dos evangélicos gostariam de falar, mas não tem o poder para falar”, declarou Malafaia. Ele explicou que, ao contrário de outros líderes que não gostam de se expor, ele não hesita em ir para o debate político. Por isso, as pessoas buscam nele a voz que representa o segmento.

Segundo o pastor, a atitude de Moraes de incluí-lo no inquérito, em vez de intimidá-lo, está fazendo com que a população evangélica se una a ele contra o STF.

Malafaia ainda explicou que sua influência se deve ao fato de não usar o que chamou de “evangeliquês” em suas falas políticas, ou seja, não usa a Bíblia para embasar suas críticas. “Eu vou pro debate político e aí é que se torna um incômodo”, disse ele

. Para Malafaia, a decisão de Moraes foi um erro, pois “ele mexeu com o cara errado, pelo segmento que eu represento, que é um segmento gigantesco nesse país que são os evangélicos”.

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