Pastor acredita que decisão de ministro é perseguição religiosa
O pastor Silas Malafaia afirmou no programa Alive, do canal de Cláudio Dantas no Youtube, que sua inclusão no inquérito da Polícia Federal está transformando-o em uma voz ainda mais poderosa no meio evangélico e, consequentemente, tornando o segmento social uma força opositora ao STF.
O religioso disse que a ação do ministro Alexandre de Moraes está fazendo com que ele se torne uma “unanimidade” e que os evangélicos não veem a questão como política, mas como uma “perseguição religiosa”.
Malafaia comentou uma suposta conversa entre André Mendonça e Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, na qual Mendonça teria dito que o pastor “não é unanimidade no mundo evangélico”. O líder religioso concordou, mas ressaltou que, por ser uma das poucas figuras a se manifestar publicamente e sem “medo”, ele se tornou a maior voz de um segmento que representa mais de 30% da população brasileira.
“Eu hoje eu encarno aquilo que a maioria dos evangélicos gostariam de falar, mas não tem o poder para falar”, declarou Malafaia. Ele explicou que, ao contrário de outros líderes que não gostam de se expor, ele não hesita em ir para o debate político. Por isso, as pessoas buscam nele a voz que representa o segmento.
Segundo o pastor, a atitude de Moraes de incluí-lo no inquérito, em vez de intimidá-lo, está fazendo com que a população evangélica se una a ele contra o STF.
Malafaia ainda explicou que sua influência se deve ao fato de não usar o que chamou de “evangeliquês” em suas falas políticas, ou seja, não usa a Bíblia para embasar suas críticas. “Eu vou pro debate político e aí é que se torna um incômodo”, disse ele
. Para Malafaia, a decisão de Moraes foi um erro, pois “ele mexeu com o cara errado, pelo segmento que eu represento, que é um segmento gigantesco nesse país que são os evangélicos”.
