Ao lado de Lula, Petro defende legalizar a cocaína na América Latina
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Ao lado de Lula, Petro defende legalizar a cocaína na América Latina

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita e cerimônia de inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia). Manaus – AM

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Por Redação

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), defendeu a legalização da cocaína em discurso ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a inauguração de um novo centro de segurança para a Amazônia. “Se amanhã a cocaína fosse legalizada no mundo, não haveria máfia. E não haveria destruição da selva amazônica. Esse é um tema de discussão, a América Latina deveria discutir sem vergonha”, declarou.

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Ele afirmou que a região não deve abaixar a cabeça para uma política “fracassada” vinda dos Estados Unidos. “Lá há pessoas morrendo de fentanil e antes morriam menos quando era cocaína e menos ainda quando era maconha”, disse.

Em fevereiro, Petro já havia dito que a cocaína é ilegal por ser produzida na América Latina e não porque “é pior que uísque”. Segundo o líder colombiano, essa é uma análise de cientistas. Ele também defende a legalização da droga para combater o narcotráfico.

Crítica à política dos EUA e à “guerra às drogas”

Essa não é a primeira vez que o presidente colombiano critica a política global de combate às drogas e defende mudanças na abordagem sobre a cocaína. No discurso de Petro na Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano, ele questionou a lógica da guerra às drogas. Afirmou que a cocaína causa um número relativamente baixo de mortes por overdose, especialmente quando comparada aos impactos ambientais e de saúde pública causados pelo carvão e pelo petróleo.

Os poderes decidiram que cocaína é veneno e deve ser perseguida, mesmo causando um baixo número de overdoses, muitas por resultado de misturas com outras substâncias. Entretanto, carvão e petróleo devem ser protegidos, mesmo que seus usos levem a humanidade à extinção”, afirmou à época.

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