Reajuste autorizado fica abaixo do teto de 2024, mas supera o IPCA
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta segunda-feira (23) um reajuste de até 6,06% nos planos de saúde individuais e familiares no Brasil. O novo índice será aplicado entre maio de 2025 e abril de 2026, incidindo no mês de aniversário de cada contrato.
Para os planos que vencem em maio e junho, a cobrança poderá ser feita a partir de julho, com possibilidade de valores retroativos.
Atualmente, o país tem cerca de 8,6 milhões de beneficiários dessas modalidades, o que corresponde a 16,5% dos usuários de planos de assistência médica. A grande maioria, 83,5% do mercado, está vinculada a contratos coletivos, que não são regulados por esse teto e seguem com reajustes definidos diretamente pelas operadoras.
O índice autorizado pela ANS ficou abaixo do teto de 2024 (6,91%), sendo o menor desde 2021, quando houve uma redução histórica de -8,19%, reflexo das restrições da pandemia. Excluindo aquele ano, este é o menor reajuste desde 2008.
Apesar da queda em relação ao ano anterior, o reajuste de 6,06% supera a inflação oficial, medida pelo IPCA, que acumulou alta de 4,83% em 2024 e 5,32% até maio de 2025. A ANS, no entanto, evita comparações diretas com a inflação, alegando que a metodologia usada também considera a frequência de utilização dos serviços de saúde.
Enquanto consumidores seguem se queixando de aumentos abusivos, as operadoras de planos de saúde ampliaram seus lucros. No primeiro trimestre de 2025, o setor registrou um lucro líquido de R$ 6,9 bilhões, mais que o dobro do resultado obtido no mesmo período de 2024.
As empresas justificam os reajustes com o argumento de aumento nos custos, envelhecimento da população e incorporação de novas tecnologias médicas.
