O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), lançará oficialmente sua pré-candidatura ao Senado neste sábado (20), em um evento marcado para Guarulhos. A iniciativa contará com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP), também apontado como pré-candidato ao Senado.
Em anúncio divulgado nas redes sociais, André do Prado afirmou que o encontro simboliza a união de lideranças alinhadas ao campo conservador. “Estarei ao lado do governador Tarcísio de Freitas, do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Guilherme Derrite, em um grande encontro de união, esperança e compromisso com os valores que defendemos”, declarou.
O ato está previsto para começar às 9h30, no Espaço Inter, em Guarulhos, e a expectativa dos organizadores é reunir milhares de apoiadores.
Apesar da condenação imposta nesta semana pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), André do Prado afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro continuará, por enquanto, como indicado para a suplência da chapa ao Senado. Segundo ele, a definição sobre a permanência ou eventual substituição do nome caberá ao próprio Eduardo após discussões com o partido.
“Vamos conversar para definir quais medidas devem ser tomadas e caberá a ele a decisão se deverá ficar como suplente ou indicar um nome. Mas vamos recorrer desta decisão injusta”, afirmou o presidente da Alesp.
André do Prado também informou que Eduardo Bolsonaro deverá participar do evento por videoconferência.
Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou o ex-parlamentar a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto por coação. A decisão ainda pode ser alvo de recursos, mas, caso seja mantida, torna Eduardo Bolsonaro inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, impedindo sua participação em eleições pelos próximos anos.
Além da pena de prisão, a decisão prevê pagamento de multa e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, função da qual ele já estava afastado.
Mesmo diante do cenário jurídico, lideranças do PL têm sinalizado que pretendem manter o apoio político ao ex-deputado e contestar a condenação nas instâncias cabíveis.
