Anatel tenta restabelecer bloqueio da plataforma Rumble
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Anatel tenta restabelecer bloqueio da plataforma Rumble

Agência aponta uso de manobra técnica para burlar decisão do STF

Anatel atua para bloquear novamente a plataforma Rumble após identificar acesso irregular e manobra técnica para driblar decisão do STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Agência Nacional de Telecomunicações trabalha para restabelecer o bloqueio da plataforma de vídeos Rumble, suspensa no Brasil em 2025 por descumprimento de decisões judiciais. A agência informou que identificou acesso irregular à rede social após a empresa adotar uma manobra técnica para contornar a restrição.

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Segundo comunicado enviado à AFP, a Anatel detectou que a Rumble passou a operar no país por meio da infraestrutura de outra empresa, alterando seus endereços de IP. Diante disso, a agência iniciou procedimentos técnicos para reinstalar o bloqueio em território nacional.

A plataforma foi retirada do ar por determinação do Supremo Tribunal Federal após se recusar a cumprir ordem para bloquear a conta de um usuário brasileiro residente nos Estados Unidos, investigado por disseminação de desinformação. A Rumble não atendeu à decisão e permaneceu acessível por meio de alterações técnicas.

De acordo com a Anatel, os novos endereços de IP já foram identificados e o bloqueio começou a ser implantado nas principais redes brasileiras. A previsão é de que a plataforma volte a ficar indisponível no país nos próximos dias.

Em 2024, a rede social X, controlada por Elon Musk, utilizou estratégia semelhante para driblar uma proibição imposta pelo STF. Na ocasião, a Anatel conseguiu restabelecer o bloqueio, que permaneceu por cerca de 40 dias, até o cumprimento das ordens judiciais.

O caso ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou o Brasil de promover ataques a empresas americanas de tecnologia. As declarações foram usadas como justificativa para a imposição de tarifas comerciais e sanções contra ministros do STF em 2025, posteriormente revistas após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro.

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