Justiça concede cautelar e blinda Ambipar de credores
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Justiça do Rio concede cautelar preparatória de Recuperação Judicial a Ambipar

Justiça do Rio concede cautelar que protege a Ambipar de credores antes de uma recuperação judicial; decisão cita risco de rombo de R$ 10 bi.
Justiça do Rio concede cautelar que protege a Ambipar de credores antes de uma recuperação judicial; decisão cita risco de rombo de R$ 10 bi. Foto: Divulgação Ambipar.

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Por Marília Rodrigues

Medida antecede recuperação judicial; decisão cita risco de rombo de até R$ 10 bilhões

A 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deferiu, nesta manhã, uma medida cautelar de proteção contra credores para a Ambipar. A decisão atende a um pedido da companhia e tem caráter prévio à recuperação judicial, funcionando como um “para-choque” temporário para evitar vencimentos antecipados e execuções enquanto a empresa organiza seu plano jurídico-financeiro.

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No despacho, o juiz menciona cláusulas de cross-default e risco de rombo de até R$ 10 bilhões. Também registra a exigência do Deutsche Bank por um novo aporte de cerca de R$ 60 milhões e uma cobrança do Santander com prazo até as 14h desta quinta (25).

Segundo a decisão, obtida pela CNN Brasil, a tutela de urgência foi concedida mesmo diante da “ausência de documentos para completa compreensão da situação de crise”, diante do risco de danos irreversíveis à saúde financeira do grupo. A Ambipar foi representada por Salomão Advogados e Galdino Advogados. A cautelar, prevista na Lei 11.101/2005, é um passo anterior à recuperação judicial e busca preservar a atividade enquanto se define a estratégia de reestruturação.

Parcerias com o governo e contratos em terras indígenas

Em janeiro deste ano, este site noticiou que o Ministério dos Povos Indígenas firmou um memorando de entendimento com o grupo Ambipar para gestão de serviços em terras indígenas — sem licitação. O conteúdo foi repercutido por outros veículos e motivou requerimentos no Congresso pedindo esclarecimentos sobre o acordo e a base legal utilizada.

Documentos oficiais registram ainda dois contratos celebrados em 2024: um pelo próprio Ministério (locação de aeronaves) e outro pela Funai (serviços logísticos integrados), ambos relacionados ao atendimento em áreas indígenas. Em pronunciamento no Senado, foi citado contrato de R$ 266,7 milhões com a Funai para transporte aéreo de cestas, equipamentos e pessoas.

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