ALive: O 'gaslighting eleitoral' da Quaest - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Política

ALive: O ‘gaslighting eleitoral’ da Quaest

Para o cientista de dados Leonardo Dias, institutos de pesquisa inserem narrativas que favorecem a esquerda

ALive: O 'gaslighting eleitoral' da Quaest
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Durante o programa ALive desta quinta-feira (11), o cientista de dados e escritor Leonardo Dias expôs uma série de incoerências da pesquisa Quaest, divulgada ontem (10). De acordo com ele, uma das inconsistências no levantamento é a “margem de erro”, já que “cada pergunta que é feita tem uma margem de erro diferente”.

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“Porque depende da quantidade de não respondentes, tem uma série de fatores”, afirmou. “Então, você não poderia dizer assim: ‘Olha, toda nossa pesquisa tem margem de erro de 2 pontos’, isso não é verdade. Você vai ter perguntas que vão ter margem de erro muito maior que 2 pontos”.

“Podendo chegar até a 3 pontos, em alguns casos, e se você fosse considerar essa pesquisa da Quaest, no futuro, com uma diferença de 6 pontos entre o Lula e o Flávio, uma margem de erro de 3 pontos daria um empate técnico”, explicou o cientista de dados.

Outra incoerência, de acordo com Dias, é que a Quaest de ontem também “enviesa” a amostra na questão da renda: “Trazendo mais pessoas da faixa de 2 a 5 salários mínimos e acima de 5 salários mínimos, e menos na faixa de até 2. Ou seja, a pesquisa é uma pesquisa que pesquisa gente rica”.

O cientista também expôs que a pesquisa, ao falar sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, e tarifas, alega que o republicano já aplicou novas taxas contra o Brasil, o que não é verdade: “Como é que Trump vai voltar atrás se elas não forem aplicadas? Então, quando eu uso um formulário para espalhar a narrativa”.

“É como se eu estivesse querendo dar uma informação para a pessoa, que ela depois pode repercutir na sua família, em casa, com os amigos, na sociedade”, explicou. “E eu estou usando a pesquisa como forma de influenciar as pessoas”.

“O Trump não vai voltar atrás nas tarifas porque elas nem foram aplicadas. Tem um relatório falando que ele poderia aplicar essas tarifas e ele quer negociar. É isso que é a verdade”, expôs Dias.

Segundo o cientista de dados, quando o instituto faz uma pergunta em que tenta “impor uma realidade que não existe”, acaba “fazendo o que pessoas que têm transtorno de personalidade fazem, é ‘gaslighting‘”: “Estou criando uma ilusão de algo que não ocorreu. Tentando mudar o passado”.

Ainda de acordo com Dias, desde 2022, é claramente visível que os entrevistadores dos institutos de pesquisa parecem “agentes de propaganda”: “Porque ele está ali colocando pautas que ajudavam a esquerda o tempo todo. Eu acho que esse é o grande problema”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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