Pedido de CPI contra João Campos não ficou restrito à direita
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Pedido de CPI contra João Campos não ficou restrito à direita

Vereador Thiago Medina vai recorrer contra arquivamento do pedido de CPI

ALive: Pedido de CPI contra João Campos não ficou restrito à direita
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em entrevista ao ALive nesta terça-feira (03), o vereador de Recife Thiago Medina (PL-PE) afirmou que vai recorrer contra o arquivamento da CPI que investigaria o prefeito João Campos (PSB). Segundo ele, recurso será apresentado ao plenário da Câmara e também à Justiça pela implementação da comissão.

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A comissão iria apurar suposto tráfico de influência e nepotismo após a alteração do resultado de um concurso público, pelo prefeito, para o cargo procurador do município.

“A CPI era para investigar. ‘Opa, será que teve envolvimento do João Campos?’, ‘Opa, qual foi a motivação de isso ter acontecido?’. E do nada, hoje […] o presidente da Câmara, diga-se, passagem, é do partido do João Campos, arquivou esse requerimento para abertura, falando que não havia fato determinado”, criticou Medina.

“Ele disse assim: ‘Ah, depois de um tempo, uma semana depois, foi uma portaria, o procurador e ele voltou atrás da decisão… Então não tem fato determinado”, destacou o vereador. “A CPI é para investigar o que motivou, não é para acusar”.

“Então a gente sabe que ele passou por cima da prerrogativa dele”, criticou Medina no ALive de hoje. “Oito partidos da Câmara Municipal assinaram [o pedido de CPI]. Ou seja, o que isso mostra? Isso mostra que a gente não era a pauta [apenas] da direita”.

De acordo com ele, assinaram o pedido vereadores do PL, Novo, PT, PP, PSD, PV, PSOL e do próprio PSB.

O presidente da Câmara Municipal do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), arquivou o pedido horas após a oposição alcançar as 13 assinaturas necessárias para abrir a CPI. A 13ª assinatura foi do vereador Osmar Ricardo (PT), que estava como suplente no lugar de Marco Aurélio Filho (PV), então secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife.

Após a coleta das assinaturas, João Campos exonerou Marco Aurélio da secretaria para que reassumisse o mandato na Câmara, fazendo com que Osmar Ricardo retornasse à suplência. A pasta passou a ser comandada por Diogo Stanley, que era secretário executivo.

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