A Justiça de São Paulo determinou há pouco a libertação do dono da Ultrafarma, Sidney OIiveira, e de Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop. Eles deverão usar tornozeleira eletrônica e pagar uma fiança de R$ 25 milhões. Já o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto teve sua prisão temporária prorrogada.
Na terça-feira, os três foram presos numa operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de integrarem esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina a auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda. Segundo o MP, Artur embolsou mais de R$ 1 bilhão para fraudar processos de ressarcimento de créditos tributários.
Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que instaurou “processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido” e que solicitou formalmente ao MP compartilhamento das informações. O advogado Fernando Capez, que defende Sidney, disse que celebrou há alguns meses um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público de SP, em que seu cliente reconheceu irregularidades tributárias.
O acordo foi homologado pela Justiça, e os valores devidos foram parcelados e estão sendo pagos.
