Alcolumbre nega acordo com Lula por indicação de Messias ao STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Alcolumbre nega acordo com Lula por indicação de Messias ao STF

Presidente do Senado classifica como “narrativa equivocada” reportagem sobre troca de apoio por cargos em agências reguladoras

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta segunda-feira (13) a existência de qualquer acordo com o presidente Lula (PT) para viabilizar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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A manifestação ocorreu após reportagem apontar que o governo federal estaria negociando apoio político no Congresso por meio da distribuição de cargos em agências reguladoras.

Em nota, Alcolumbre classificou a informação como “narrativa equivocada” e afirmou que a relação descrita “não corresponde à realidade”.

Segundo o senador, não houve qualquer tratativa envolvendo troca de apoio por indicações. “Jamais tratei de negociação de cargos em agências reguladoras com o presidente da República”, diz o comunicado divulgado por sua assessoria.

A publicação menciona que o Palácio do Planalto teria colocado em negociação ao menos 14 vagas em autarquias federais. Entre os órgãos citados estão a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável pela regulação do mercado de capitais, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que atua na prevenção e repressão a práticas anticoncorrenciais.

De acordo com a reportagem, as indicações envolveriam nomes ligados a Alcolumbre e partidos do chamado centrão, em meio às articulações para garantir apoio à escolha de Jorge Messias para o STF. A sabatina do atual advogado-geral da União está prevista para o fim do mês no Senado.

Alcolumbre, no entanto, rejeitou a existência de qualquer vínculo entre os dois temas e afirmou que as interações com o Executivo seguem parâmetros institucionais.

“As tratativas entre os presidentes são pautadas pelo diálogo e pelo respeito às prerrogativas de cada Poder”, destacou.

A nota também reforça que a indicação para cargos em agências reguladoras é uma atribuição exclusiva do Executivo, cabendo ao Senado apenas a análise e aprovação dos nomes indicados.

“A divulgação de informações inverídicas representa um desserviço ao debate público e contribui para a desinformação”, concluiu.

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