Alckmin defende retirada de preços de alimentos e energia do cálculo da inflação - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alckmin defende retirada de preços de alimentos e energia do cálculo da inflação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a exclusão dos preços de alimentos e energia do cálculo da inflação. Ele também sugeriu que essa medida fosse estudada pelo Banco Central (BC).

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Durante evento do Valor Econômico, na manhã desta segunda-feira (24), Alckmin fez uma comparação com a prática adotada pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, que também retira esses itens do cálculo da inflação. O ministro considerou a medida “inteligente”.

“Eu mencionei o exemplo americano porque ele tira do cálculo da inflação alimento, porque alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento, e não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover”, disse o vice-presidente.

“No caso do Brasil, pior ainda, porque aumenta a dívida pública. Cada 1% da taxa Selic o impacto é de R$ 48 bilhões na dívida, no pagamento da dívida”, continuou Alckmin. “E também tiram a energia, preço de barril de petróleo. Não adianta aumentar juros que não vai baixar o barril do petróleo. Isso é guerra, é geopolítica. Então, eles excluem do cálculo”, completou.

Além disso, o ministro afirmou que os preços dos alimentos devem cair ao longo deste ano e que a agricultura terá um papel importante em impulsionar o PIB.

De acordo com o vice-presidente, é preciso “aumentar os juros naquilo que pode ter mais efetividade na redução da inflação”:

“É claro que a redução da inflação é essencial. A inflação não é neutra socialmente, ela atinge muito mais o assalariado que tem reajuste normalmente uma vez por ano e vê todo mês, todo dia, o seu salário perder poder aquisitivo. Entendo, sim, que é uma medida que deve ser estudada pelo Banco Central brasileiro”.

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