Lula reforça críticas aos EUA e diz que Brasil não aceitará ser tratado como subalterno
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou como “injustificada” e “injusta” a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar sobretaxa de 50% às importações de produtos brasileiros. A declaração foi dada agora há pouco, durante a abertura da reunião ministerial no Palácio do Planalto.
Segundo Alckmin, o governo busca negociação para reduzir o impacto da medida. Ele destacou que 41,3% das exportações brasileiras estão fora da tarifa, 23,2% estão na alíquota de 50% que atinge aço, alumínio e cobre, e 35,6% foram diretamente afetadas pelo tarifaço. “Medida focada, pontual, temporária, de apoio às empresas e preservação do emprego”, disse.
O vice-presidente ressaltou a orientação de Lula por “diálogo permanente” para corrigir distorções na política regulatória. Alckmin também informou que embarca ainda nesta terça-feira para o México em busca de ampliar parcerias comerciais.
Lula reforçou críticas ao presidente norte-americano, Donald Trump. “Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, afirmou.
Durante o encontro, Lula disse que Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o chanceler Mauro Vieira estão “24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja”. Ele também fez ataques à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com críticas direcionadas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A reunião ministerial contou com a presença dos 38 ministros e discutiu, além do tarifaço, a regulamentação das big techs e a proposta de ampliar a isenção do Imposto de Renda.
