Data foi anunciada pelo chanceler argentino após aval político na União Europeia
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deverá ser assinado em 17 de janeiro, no Paraguai. A data e o local foram anunciados pelo chanceler argentino Pablo Quirno, em publicação na rede social X, nesta sexta-feira (9).
“Assinaremos em 17 de janeiro no Paraguai um acordo histórico e o mais ambicioso entre ambos os blocos”, afirmou Quirno.
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✅ EL CONSEJO EUROPEO AUTORIZA LA FIRMA DEL ACUERDO MERCOSUR-UE
Luego de más de 30 años de negociaciones, firmaremos el 17 de enero en Paraguay un acuerdo histórico y el más ambicioso entre ambos bloques.
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— Pablo Quirno (@pabloquirno) January 9, 2026
Pelo lado europeu, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Paraguai para a assinatura. O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, deve assinar o documento em nome da UE. Ainda não há confirmação sobre a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
O acordo vem sendo negociado desde 1999 entre a União Europeia e os países fundadores do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O texto prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, e a eliminação de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos.
Nesta sexta-feira, os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram maioria qualificada para autorizar a assinatura do tratado, durante reunião de embaixadores em Bruxelas. Países como França, Polônia e Irlanda manifestaram oposição, enquanto a Itália, que havia bloqueado o consenso em dezembro, mudou de posição após concessões ao setor agrícola.
Mesmo com a assinatura prevista, o acordo ainda não entrará em vigor. Do lado europeu, será necessária a aprovação do Parlamento Europeu, que deve se manifestar nas próximas semanas. Cerca de 150 eurodeputados já sinalizaram que podem recorrer à Justiça para tentar barrar a aplicação do tratado.
O avanço do acordo ocorre em meio a protestos de agricultores europeus, especialmente na França, que temem impactos da entrada de produtos sul-americanos. Para reduzir resistências, a Comissão Europeia incluiu cláusulas de salvaguarda, limites de cotas e mecanismos de investigação em caso de desequilíbrios de mercado.
O governo brasileiro vinha cobrando avanço do acordo. Em dezembro, o presidente Lula pediu “coragem” e “vontade política” da União Europeia para concluir o processo.
