Malafaia depõe à PF; saiba como foi o depoimento do pastor
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

À PF, Malafaia alega que não teve acesso ao inquérito

A aposentadoria de Luís Roberto Barroso abre nova disputa pelo Supremo. Lula deve indicar o sucessor. A direita vê risco de hegemonia progressista e promete fazer do tema uma bandeira nas eleições de 2026.
Pastor Silas Malafaia afirma que sua divergência com Jorge Messias é “puramente ideológica". Foto:

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Por Redação

O pastor Silas Malafaia ficou em silêncio em seu depoimento para a Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (20). À imprensa, ele afirmou que usou seu direito constitucional por não ter tido acesso ao inquérito. Ele ressaltou que pretende falar às autoridades assim que tiver conhecimento dos autos.

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A operação da PF, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu um mandado de busca pessoal e de apreensão de celulares no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O pastor foi abordado por agentes da PF ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa e, durante o interrogatório, optou por ficar em silêncio em seu primeiro depoimento.

A investigação apura o crime de coação no curso do processo, que, segundo a PF, foi cometido contra autoridades que conduzem o processo da suposta tentativa de golpe de Estado, no qual Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo são réus.

De acordo com o procurador-geral, Paulo Gonet, a PF obteve diálogos e publicações nas quais Malafaia “aparece como orientador e auxiliar das ações de coação e obstrução promovidas pelos investigados Eduardo Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro”.

O pastor também está proibido de deixar o país e de conversar com os outros investigados.

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