“Não aceitaremos narrativa política artificial”, diz líder do PL ao defender Flávio Bolsonaro
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
Política

“Não aceitaremos narrativa política artificial”, diz líder do PL ao defender Flávio Bolsonaro

Sóstenes Cavalcante diz que senador deu explicações “claras e objetivas” sobre negociação com Daniel Vorcaro

Sóstenes
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Por Redação

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens e áudios que apontam negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), Sóstenes afirmou que as explicações dadas por Flávio são “claras, coerentes e objetivas” e sustentou que o caso envolve apenas a captação de recursos privados para uma produção privada.

“Não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

As declarações ocorreram após reportagem do The Intercept Brasil divulgar conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Segundo a publicação, o senador teria solicitado cerca de R$ 135 milhões ao empresário para custear a produção cinematográfica.

O projeto do longa vinha sendo conduzido pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. O filme também é alvo de apurações relacionadas a supostos repasses irregulares de emendas parlamentares.

Ainda segundo o Intercept, parte dos pagamentos teria sido operacionalizada por empresas sediadas nos Estados Unidos ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O valor total, porém, não teria sido quitado em razão da crise enfrentada pelo Banco Master e da prisão de Vorcaro.

Após a repercussão do caso, Flávio confirmou ter procurado o banqueiro em busca de financiamento para o filme, mas negou qualquer irregularidade. O senador afirmou que não houve uso de dinheiro público nem participação da Lei Rouanet no projeto.

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, declarou.

Flávio também comentou a relação com Vorcaro, chamado de “irmão” em algumas mensagens reveladas pela reportagem. Segundo o senador, os dois se conheceram apenas no fim de 2024, quando, segundo ele, ainda não havia suspeitas públicas envolvendo o banqueiro.

O parlamentar afirmou ainda que não ofereceu vantagens, não intermediou negócios com o governo e não recebeu recursos pessoais do empresário.

Na nota, Sóstenes Cavalcante reforçou que a bancada do PL permanece “unida e confiante” em Flávio Bolsonaro e afirmou que o partido seguirá defendendo a “transparência” e a “lisura” da atuação do senador.

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