“Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar”, diz Trump
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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“Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar”, diz Trump

Presidente dos EUA sinaliza negociação com regime cubano mesmo após ampliar sanções econômicas contra a ilha

Foto: Reprodução/YouTube

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Por Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) que o governo americano poderá abrir conversas com Cuba, em meio ao agravamento da crise econômica enfrentada pela ilha. A declaração foi publicada pelo republicano na rede Truth Social.

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Na mensagem, Trump descreveu Cuba como um “país falido” e afirmou que o regime cubano estaria buscando apoio externo diante do cenário de deterioração econômica. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar”, escreveu o presidente, acrescentando que embarcaria para a China enquanto o tema segue em discussão dentro da Casa Branca.

A sinalização ocorre em um momento de endurecimento da política americana contra Havana. Nas últimas semanas, o governo Trump ampliou sanções econômicas voltadas a setores estratégicos da economia cubana, incluindo energia, mineração, segurança e defesa.

Entre os principais alvos das medidas está a GAESA, conglomerado empresarial controlado pelos militares cubanos e responsável por parte significativa da atividade econômica do país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu as restrições impostas à empresa e afirmou que as medidas não atingem diretamente a população cubana. Segundo ele, a GAESA beneficia integrantes do regime enquanto a população enfrenta dificuldades econômicas.

O governo de Cuba reagiu às declarações de Trump e voltou a condenar o embargo econômico mantido pelos Estados Unidos desde os anos 1960. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que a ilha responderá a qualquer tentativa de agressão ou pressão externa.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores cubano classificou as novas sanções americanas como um “ato de agressão econômica” e acusou Washington de ampliar os efeitos extraterritoriais do embargo ao ameaçar empresas e bancos estrangeiros que mantenham negócios com Havana.

A declaração de Trump surge em meio ao agravamento da situação econômica cubana, marcada por escassez de alimentos, falta de combustível, inflação elevada e apagões frequentes, cenário que tem aumentado a pressão interna sobre o regime comunista.

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