Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do governo Tarcísio
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Política

Citada na Carbono Oculto, Genial administra fundos do governo Tarcísio

Instituição citada na Operação Carbono Oculto também é alvo de bloqueio de R$ 176 milhões em ação da PGE-SP que apura suposto esquema de lavagem ligado ao PCC

Foto: Divulgação

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Por Redação

A agência de fomento Desenvolve SP, vinculada ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), mantém participação em fundos administrados pela Genial Investimentos, instituição citada na Operação Carbono Oculto e atingida por pedido de bloqueio judicial de R$ 176 milhões. As informações são do portal Metrópoles.

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Os recursos do governo paulista estão aplicados em dois fundos: o Bandeirantes FIDC do Agronegócio, que possui cerca de R$ 49,8 milhões vinculados à Desenvolve SP, e o Lacan IV Feeder Private, com aproximadamente R$ 45,3 milhões em participações.

Segundo a agência estadual, a Genial atua apenas como administradora fiduciária dos fundos — função operacional responsável pelo enquadramento regulatório — enquanto a gestão dos investimentos cabe a empresas independentes do mercado financeiro.

A citação da Genial ocorre no contexto da Operação Carbono Oculto, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso envolve estruturas financeiras da Faria Lima e empresários do setor de combustíveis.

O bloqueio de R$ 176 milhões foi solicitado pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo em ação cautelar que busca evitar o esvaziamento patrimonial dos investigados. A medida alcança ativos relacionados às distribuidoras Aster e Copape, além dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de Primo. Ambos são considerados foragidos.

A ação judicial tenta recuperar cerca de R$ 7,6 bilhões referentes a impostos, multas e juros que, segundo o governo paulista, seriam devidos ao estado.

A Genial aparece sete vezes nos documentos que embasaram a primeira fase da operação, deflagrada em agosto de 2025. A instituição afirma, porém, que não é alvo da investigação criminal.

Em nota, o banco declarou que sua participação “decorre da atuação como administradora fiduciária de fundo de investimento específico” e afirmou que vem colaborando com as autoridades desde que tomou conhecimento do caso.

A Desenvolve SP também informou que “não possui fundos na Genial como gestora” e ressaltou que a administradora fiduciária não participa das decisões de investimento.

Segundo a agência, os aportes públicos seguem critérios técnicos e os investimentos permanecem monitorados. O órgão acrescentou que, caso seja identificada alguma irregularidade regulatória, poderá solicitar a substituição da administradora dos fundos.

O governo paulista informou ainda que a ação movida pela PGE tramita sob segredo de Justiça.

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