Lula veta aumento de pena para roubo com lesão grave
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Política

Lula veta aumento de pena para roubo com lesão grave

Presidente aponta desproporção com homicídio qualificado e mantém outras mudanças que ampliam punições para furtos, fraudes e crimes digitais

Lula diz que vai criar Ministério da Segurança Pública
Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Por Redação

O presidente Lula (PT) sancionou, na segunda-feira (4), a lei que endurece penas para uma série de crimes, mas vetou o trecho que aumentaria a punição para roubo com resultado de lesão corporal grave. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

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O dispositivo barrado previa elevar a pena desse tipo de roubo de 7 a 18 anos para um intervalo de 16 a 24 anos de prisão. Na justificativa, o governo argumentou que a mudança criaria uma distorção no sistema penal, ao estabelecer pena mínima superior à prevista para homicídio qualificado, que parte de 12 anos.

Apesar do veto, a nova legislação amplia sanções em diversos outros crimes. A norma tem origem em proposta do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), posteriormente modificada no Senado sob relatoria do senador Efraim Filho (União-PB).

Entre as mudanças, a pena para furto simples passa de um a quatro anos para um a seis anos de reclusão, além de multa. Em casos com violência ou grave ameaça, a punição pode variar de seis a dez anos. Já o latrocínio teve a pena mínima elevada de 20 para 24 anos.

A lei também endurece a punição para crimes envolvendo dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores portáteis, que passam a ter pena de quatro a dez anos de prisão em casos de furto ou roubo.

Outro ponto é a ampliação das sanções para crimes digitais e fraudes bancárias. Golpes financeiros passam a ter pena de quatro a dez anos de reclusão, enquanto fraudes cometidas por meios eletrônicos podem resultar em condenações de quatro a oito anos.

A legislação ainda cria novos tipos penais, como o uso de contas bancárias de terceiros para lavagem de dinheiro, com pena de um a cinco anos, e a receptação de animais domésticos roubados.

Além disso, há agravamento de penas para crimes que afetem serviços públicos essenciais, como energia elétrica e telecomunicações, e para furtos ou roubos de animais de produção.

O veto presidencial será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo.

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