Governo regulamenta saída voluntária do Bolsa Família
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Política

Governo regulamenta saída voluntária do Bolsa Família

Nova norma permite desligamento por aplicativo, assinatura digital ou atendimento presencial

Bolsa Família
Bolsa Família. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Por Redação

O governo federal estabeleceu novas regras para o desligamento voluntário de famílias atendidas pelo Bolsa Família. A medida foi formalizada por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (4), com o objetivo de padronizar os procedimentos para quem deseja deixar o programa.

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De acordo com a norma, o pedido de saída deverá ser feito pelo responsável familiar e poderá ocorrer por três canais distintos. O primeiro é o atendimento presencial, realizado junto às gestões municipais ou do Distrito Federal, com preenchimento de um termo específico.

Também será possível solicitar o desligamento pelo aplicativo oficial do programa, mediante leitura e concordância com o termo digital. A terceira alternativa é a formalização por meio de assinatura eletrônica, conforme as regras vigentes para documentos digitais.

A regulamentação busca organizar a gestão dos benefícios e garantir um fluxo oficial para a saída voluntária de famílias, evitando inconsistências cadastrais e assegurando o registro adequado da decisão.

Atualmente, o Bolsa Família mantém trajetória de expansão. Em abril de 2026, o programa atingiu cerca de 19 milhões de pagamentos mensais, revertendo a queda observada ao longo de 2025, quando o número de famílias atendidas chegou ao menor patamar desde 2022.

Desde o fim do ano passado, houve um acréscimo de aproximadamente 269 mil famílias na base de beneficiários, crescimento de 1,4%. Apesar disso, o valor médio repassado apresentou redução. Em janeiro, o benefício médio era de R$ 697,77, caindo para R$ 678,22 nos dados mais recentes.

O programa segue com valor mínimo de R$ 600 por família, podendo ser ampliado por adicionais destinados a crianças, gestantes e outros perfis específicos. Esses complementos foram reforçados no início do atual mandato presidencial, como parte da estratégia de recomposição da política de transferência de renda.

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