TCU investiga gasto de R$ 4,5 mi com acervo pessoal de Lula
Brasília, Sábado, 13 de junho de 2026
Política

TCU investiga gasto de R$ 4,5 mi com acervo pessoal de Lula

De acordo com a Casa Civil, os acervos "são considerados de interesse público e integram o patrimônio cultural brasileiro"

Lula passou por cauterização para retirar queratose no couro cabeludo em São Paulo. Procedimento durou cerca de dois minutos, segundo o Planalto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para apurar o uso de R$ 4,5 milhões em recursos públicos federais destinados à organização do acervo pessoal de Lula (PT), em São Bernardo do Campo (SP).

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A investigação foi instaurada após reportagem do Metrópoles revelar o repasse na última sexta (24). O caso envolve um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Casa Civil petista e a Fundação Universidade Federal do ABC.

“Objeto: destinação de recursos públicos federais para organização, tratamento técnico, digitalização, transporte e guarda provisória do acervo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mediante Termo de Execução Descentralizada firmado entre a Casa Civil e a Universidade Federal do ABC”, diz trecho da representação no TCU, sob relatoria de Walton Alencar Rodrigues.

O contrato petista prevê a aplicação dos recursos em serviços de organização, tratamento técnico, digitalização, transporte e guarda provisória do acervo. A apuração do TCU ainda está em fase inicial, sem análise de mérito ou decisão do tribunal.

O material reúne documentos, fotos, vídeos e outros itens acumulados ao longo da trajetória política de Lula e ficará armazenado em SBC. O TCU poderá solicitar esclarecimentos ao governo Lula (PT), requisitar documentos e determinar diligências para verificar a aplicação dos recursos.

De acordo com o documento obtido pelo Metrópoles, os valores são destinados a atividades como “transporte, higienização, tratamento técnico, catalogação, digitalização e guarda provisória do acervo privado do presidente, localizado em São Bernardo do Campo, em São Paulo”. O prazo de execução vai de maio de 2025 até o fim de 2026.

Em nota, a Casa Civil afirmou ao Metrópoles que a medida está amparada na legislação vigente. Segundo o órgão, “a preservação dos acervos documentais privados de ex-presidentes da República é uma política de Estado prevista na Lei nº 8.394/1991. Esses acervos são considerados de interesse público e integram o patrimônio cultural brasileiro”.

A pasta não informou se o acervo terá acesso público. O TED, instrumento usado pelo governo federal para descentralizar a execução de políticas públicas, permite a realização de ações entre órgãos e entidades da administração pública.

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