Irã apreende navios em Ormuz após Trump estender cessar-fogo
Brasília, Quinta, 25 de junho de 2026
Mundo

Irã apreende navios em Ormuz após Trump estender cessar-fogo

Guarda Revolucionária iraniana cita segurança como justificativa para apreensão

Irã diz que bombardeou base secreta dos EUA nos Emirados Árabes
Foto: Jorono/Pixabay

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta manhã (22) que apreendeu duas embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o fluxo de petróleo, e as direcionou para a costa iraniana.

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A ação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogar ontem (21) o cessar-fogo com Teerã “até que os representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz”.

O republicano disse que atendeu a um pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações, e que a decisão busca garantir a continuidade das tratativas.

Os navios apreendidos pelo Irã são o MSC Francesca e o Epaminondas, que navegavam sob bandeiras do Panamá e da Libéria, respectivamente, de acordo com comunicado divulgado pela agência estatal Tasnim.

Segundo a Guarda Revolucionária, as embarcações “navegavam sem a devida autorização e haviam manipulado seus sistemas de navegação”.

“A perturbação da ordem e da segurança no Estreito de Ormuz é nossa linha vermelha”, afirmou o Irã. O regime também acusou o MSC Francesca de ter ligação com Israel.

A ação foi registrada horas após a agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e a Reuters informarem que ao menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos na região desde a madrugada desta quarta.

O Irã mantém bloqueio em Ormuz há quase 2 meses, desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel. A medida dos aiatolás reduziu drasticamente o fluxo de embarcações na rota, que liga os golfos Pérsico e de Omã.

Segundo autoridades iranianas, alguns navios tiveram a passagem liberada mediante pagamento de um “pedágio”. O regime afirma, porém, que o estreito está fechado “para sempre” a embarcações norte-americanas e israelenses.

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