CPI cobra apuração detalhada sobre morte de "Sicário" de Vorcaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPI cobra apuração detalhada sobre morte de “Sicário” de Vorcaro

Relatório aponta que investigado tinha papel central em esquema

Sicário de Vorcaro. Foto: Reprodução.

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Por Redação

O relatório final da CPI do Crime Organizado pede o aprofundamento das investigações sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como figura central em apurações envolvendo o Banco Master.

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O documento, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB/SE), será votado nesta terça-feira (14).

Segundo o relatório, Mourão ocupava posição estratégica dentro da estrutura investigada e tinha acesso a informações consideradas sensíveis. O texto afirma que “as circunstâncias da morte de Sicário precisam ser efetiva e completamente esclarecidas” e o descreve como “investigado-chave — o principal operador do núcleo de intimidação da organização”.

A CPI destaca que a morte ocorreu após a prisão do investigado em operação da Polícia Federal. De acordo com registros mencionados no relatório, ele teria tentado suicídio enquanto estava sob custódia e morreu dias depois, após internação.

Para o relator, o caso levanta dúvidas sobre os procedimentos adotados. “A morte de um custodiado nessas condições levanta questionamentos graves sobre a integridade dos procedimentos de custódia”, afirma o documento.

Embora registre confiança na atuação da Polícia Federal, o relatório sustenta que o episódio deve ser analisado com maior rigor. O texto afirma que “não se pode descartar sem o escrutínio público” a possibilidade de o caso estar inserido em dinâmicas típicas de organizações criminosas, nas quais a eliminação de indivíduos com potencial de colaboração com a Justiça é utilizada como mecanismo de proteção de estruturas superiores.

A CPI aponta que Mourão integraria um grupo operacional ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, identificado como responsável por ações de monitoramento e intimidação. Segundo o relatório, esse núcleo atuaria na coleta de informações e na pressão sobre alvos considerados adversários, incluindo autoridades, ex-integrantes do grupo e jornalistas.

O documento também registra que o investigado receberia valores elevados pela atuação, estimados em cerca de R$ 1 milhão mensais, no contexto das atividades ilícitas apuradas.

Para o relator, a morte de Mourão compromete uma linha relevante de investigação, já que ele poderia fornecer elementos sobre o funcionamento interno da organização e suas conexões.

A CPI conclui que o caso deve ser alvo de apuração aprofundada, com transparência, diante do potencial impacto sobre o esclarecimento de fatos relacionados ao crime organizado e ao uso de estruturas financeiras para atividades ilícitas.

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