Flávio apaga fogo: elogia Nikolas, mas cobra maturidade
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Flávio apaga fogo: elogia Nikolas, mas cobra maturidade

Senador afirma que Nikolas é peça indispensável para 2026 mas aponta impulsividade nas redes

Flávio
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como figura indispensável para o projeto da direita em 2026, mas apontou falhas de comportamento que, segundo ele, precisam ser corrigidas. As declarações foram dadas em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., publicada nesta segunda-feira (06).

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Flávio classificou Nikolas como um “fenômeno” e uma das maiores potências de comunicação já produzidas pela direita brasileira. Destacou que o deputado alcança públicos que outros políticos não conseguem atingir e o chamou de “moleque de ouro”.

O senador elogiou a disposição de Nikolas para o embate com a esquerda e sua firmeza na defesa das pautas conservadoras. Afirmou que o parlamentar tem um “brilho próprio” e é peça-chave para o sucesso eleitoral da direita nas próximas eleições.

Flávio criticou a forma como Nikolas reage a provocações, inclusive vindas de aliados. Disse que o deputado age de forma impulsiva nas redes sociais e que precisaria ter mais “calma” e “equilíbrio” diante de críticas internas.

O senador também cobrou que divergências com a família Bolsonaro — em referência indireta a conflitos com o deputado Eduardo Bolsonaro — sejam resolvidas internamente, e não por meio de deboches ou publicações nas redes sociais.

Flávio ainda alertou para o risco de figuras que ascendem rapidamente ao estrelato político se isolarem ou perderem a noção do esforço coletivo que as projetou. Pontuou que, para se consolidar como liderança nacional, Nikolas precisaria superar a fase da “lacração” e avançar para uma postura de maior construção política.

A estratégia para 2026

Flávio Bolsonaro afirmou que sua pré-candidatura à Presidência foi definida após avaliação estratégica conduzida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a decisão considerou o cenário eleitoral em São Paulo e a avaliação de que não havia nome competitivo capaz de substituir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em uma disputa estadual.

O senador disse que foi o primeiro a comunicar Tarcísio sobre a intenção de concorrer ao Planalto e que pretende manter agenda conjunta com o governador ao longo da campanha. Elogiou a gestão de Tarcísio e afirmou que ele “tem muita entrega para fazer ainda”.

Vice e perfil da chapa

Flávio afirmou que gostaria de ter uma mulher como vice na chapa, mas que ainda não há conversas avançadas sobre o tema.

“Eu gostaria que fosse uma mulher, mas não tem conversa com ninguém adiantada. Estamos pesquisando.”

Entre os nomes cogitados estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, e o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG), que também ensaia candidatura presidencial.

Outros temas

Questionado sobre o caso das “rachadinhas”, Flávio disse não ter conhecimento de eventuais cobranças admitidas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.

“Nunca respondi criminalmente por isso.”

O senador voltou a questionar a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022 e endossou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Na segurança pública, defendeu endurecimento das leis.

“Para mim, segurança pública tem que ser radical.”

Sobre relações familiares, disse manter contato frequente com o irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, e afirmou que por vezes precisa pedir para ele “segurar a onda”. Relatou que a comunicação com Eduardo é mais constante do que com o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL).

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